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Domingo, 3 de Março de 2024




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Em defesa do equilíbrio fiscal

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Fiesc. Mario Cezar de Aguiar, presidente da Federação das Indústrias, critica o pouco compromisso com o déficit zero

Em defesa do equilíbrio fiscal
Foto: Filipe Scotti / FIESC
- Mário Cezar de Aguiar, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

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O aumento do gasto público e a falta de um compromisso efetivo com o cumprimento da meta fiscal para 2024 preocupam a indústria catarinense, alertou o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, durante coletiva de imprensa em que apresentou o balanço econômico anual da entidade.
“A condução da política fiscal não pode ser contaminada por interesses políticos. Isso gera um ambiente de incertezas que afeta a confiança do industrial e, por consequência, os investimentos, sem os quais a economia não cresce”, afirmou. No caso de Santa Catarina, o índice que mede a confiança está há praticamente um ano abaixo da linha dos 50 pontos, o que indica falta de confiança do empresário.
Em relação ao governo catarinense, Aguiar elogiou a postura do Executivo estadual de não se alinhar a outros estados do Sul e Sudeste que desejam elevar o ICMS. "O compromisso do governador Jorginho Mello foi, inclusive, feito em evento da Fiesc", lembrou o presidente da Federação das Indústrias.

CENÁRIO

No cenário atual, é altamente improvável que o Brasil consiga cumprir a meta de déficit zero (equilíbrio entre receitas e despesas do governo), avaliou o economista do Observatório Fiesc, Marcelo de Albuquerque, durante a coletiva.
Isso se deve, em boa medida, por dois fatores principais na avaliação da entidade:
1) o governo tem expectativa de arrecadação extra de R$ 168 bilhões, o que é muito difícil de se confirmar;
2) o PIB precisaria crescer cerca de 3% no ano que vem — e as projeções recentes do Banco Central indicam alta de 1,51%.
Apesar das projeções indicarem a inflação dentro da meta (teto de 4,5%) para o ano que vem, o cenário de incertezas não permite avançar para uma redução mais significativa da taxa de juros brasileira, que deve fechar o ano em 9,25%, o que é uma taxa real (descontada a inflação) ainda elevada.

DÉFICIT PÚBLICO

Em sua apresentação, Aguiar destacou, ainda, que o aumento do déficit público e a elevação dos gastos podem, num primeiro momento, gerar uma percepção de melhora no ambiente econômico pela injeção de dinheiro no mercado. “Mas isso não se sustenta no longo prazo. O país precisa cortar gastos. É um remédio amargo, mas necessário. Trata-se de implantar uma mudança cultural, saindo de déficits para superávits consecutivos, que podem iniciar um círculo virtuoso na economia”, declarou.

A Fiesc defende que o Estado precisa focar no ganho de eficiência. “Precisamos migrar das despesas para os investimentos. São eles que dão sustentabilidade à economia no médio e longo prazos e geram crescimento e desenvolvimento para o país”, completou.

GEOPOLÍTICA

O presidente da Fiesc também chamou a atenção para o cenário externo mais desafiador, por conta de questões geopolíticas e da provável manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos e na Europa — condição que tende a começar a mudar só a partir do segundo trimestre de 2024. Juros elevados em economias como a norte-americana desestimulam a entrada de investimentos para as emergentes, como o Brasil.


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