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Repaginado, PTB terá quatro deputados na Alesc

Foto: Divulgação
Deputado Kennedy Nunes, em reunião na Capital no último sábado. Gesto faz menção à prisão do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson

Desde que assumiu a presidência do PTB em Santa Catarina, o deputado estadual Kennedy Nunes (antes PSD) tem trabalhado para fortalecer a sigla para 2022 e atrair bolsonaristas frustrados com o PSL e ainda sem rumo. O parlamentar, que é pré-candidato ao Senado, realizou uma reunião no Sul do Estado na semana passada para formar comissões regionais a fim de atrair lideranças e que culminou com um encontro estadual, no último sábado, em Florianópolis. 

Kennedy já tem o 'sim' de três parlamentares estaduais: Ana Caroline Campagnolo, Jessé Lopes e Felipe Estevão (os três, hoje, no PSL). Mais convites foram realizados dentro da Assembleia Legislativa, mas dependem de movimentação partidária do presidente Jair Bolsonaro. O mesmo serve para os deputados federais também ligados ao bolsonarismo.

Apesar dessa espera, já são quatro parlamentares confirmados, contando o próprio Kennedy, o que colocará a sigla empatada como terceira maior da Alesc, atrás do MDB (nove) e PL (cinco) e ao lado do PT e PSD (quatro cada). 

Até aqui, o projeto do PTB para 2022 é voltado ao Parlamento. Enquanto Kennedy tentará à vaga única ao Senado, Campagnolo e Lopes tentarão a reeleição; Estevão deve concorrer a deputado federal. Para o Executivo, o partido está fechado com a reeleição de Bolsonaro e, no Estado, quer apoiar um nome indicado pelo presidente (hoje seria Jorginho Mello). Caso não haja indicação de um nome, aí sim o PTB lança chapa - e pura. 

"Nós estamos construindo um partido que vai ser a cara do conservadorismo em Santa Catarina. Nós somos liberais na economia e conservadores nos costumes. Mas é um projeto político, diferente do que foi o PSL, que foi um projeto partidário. Queremos esse projeto para além do Bolsonaro, porque depois de 2026 ele não poderá concorrer", disse Kennedy.

Com a entrada no partido, o deputado vestiu a camisa e tem batido na tecla da libertação do presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson, preso por ataques à democracia no âmbito de um inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo sentido, Kennedy faz seguidas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, que assinou o pedido de prisão e é relator do processo no STF. 







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