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Em SC, Kassab aponta quatro pré-candidatos ao governo do Estado pelo PSD

Foto: Murici Balbinot/RCN
Colombo, Kassab, deputada estadual Marlene Fengler, e Bernardes

O presidente nacional do PSD e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab cumpriu agenda em Florianópolis nesta sexta-feira (30), onde almoçou com correligionários e atendeu à imprensa. No discurso, Kassab reafirmou que o PSD de Santa Catarina terá candidato ao governo do Estado e apontou quatro nomes como possíveis escolhas: o ex-governador Raimundo Colombo, o prefeito de Chapecó João Rodrigues, o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, e a ex-prefeita de São José, Adeliana Dal Pont. 

Para o cenário estadual, o presidente da sigla afirmou que todos têm condições de disputar a eleição e classificou a disputa interna como sadia. Além disso, foi categórico em dizer que o PSD catarinense terá autonomia na escolha e haverá entendimento "na hora certa". Durante o evento, os quatro pré-candidatos falaram a prefeitos, vereadores e outras lideranças da legenda em um salão do Hotel Faial, no Centro da Capital. Em discursos breves, pregaram união em torno do partido e do projeto. 

Ao cenário nacional, Kassab defendeu a candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que está no Democratas, mas tem convite e acordo para a disputar a presidência pelo PSD e com provável apoio do DEM. O presidente da sigla falou ainda em possíveis construções junto a MDB e PSDB, mas evitou falar em alianças ou em vice. Segundo ele, a certeza é de que o partido terá candidato ao Planalto em 2022 e Pacheco é "a opção A, B, C e D".

"Temos um embrião de uma aliança muito forte junto com o DEM, junto com o Republicanos e muito possivelmente com outros partidos, que se somaram conosco ao longo dos anos. Dessa maneira, justifica-se a confiança nas eleições, seja nacional ou estadual, do ano que vem", disse Kassab.

O presidente nacional do PSD afirmou ainda que o partido não apoia nem apoiará o governo de Jair Bolsonaro e reafirmou a aposta total na chamada "terceira via" presidencial pelo nome de Pacheco em oposição à polarização entre Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kassab disse que mais de 50% dos brasileiros não quer nem um, nem outro.

"Chega de convivermos com esse enfrentamento que está acontecendo no Brasil há mais de 20 anos onde quem ganha a eleição quer matar o adversário. Quem ganha tem ser generoso e governar com todos. E quem perde as eleições quer atrapalhar o governo, torcendo para quanto pior melhor. Não é isso, quem perde as eleições não pode destruir o Brasil", acrescentou. 

Na defesa de Pacheco, Kassab disse que o nome ao governo federal em 2022 "precisa estar longe de posições radicais" e que haverá queda nas pesquisas tanto de Lula quanto de Bolsonaro. O político ainda condenou a campanha antecipada dos dois postulantes ao Planalto e afirmou acreditar no crescimento natural de Pacheco ao longo do ano que vem. 

"Se a eleição fosse hoje, ou os dois estariam fora do segundo turno. Eu não sei... a rejeição do Lula e a rejeição do Bolsonaro ambas são muito altas. [...] Eu trabalho com muitos cenários, inclusive com nenhum dos dois no segundo turno, mas acredito que 50% dos eleitores brasileiros querem algo diferente e é neste nicho que nós vamos trabalhar", complementou.

Kassab disse que Pacheco tem sucesso eleitoral - por já ter sido eleito deputado e senador - e sucesso político - por ter sido eleito presidente do Senado. Portanto, seria já "um vencedor". "Conhece o Brasil, conhece os problemas do Brasil. Tudo o credencia para ser um bom candidato. [...] Ele não é qualquer um, é presidente do Congresso". 








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