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AO VIVO: Acompanhe audiência no Senado que discute aplicação de recursos na BR-470

Nesta terça-feira (17), o Senado Federal realiza uma audiência pública para tratar da proposta de destinação de R$ 350 milhões de recursos do governo do Estado para obras em rodovias federais. Em Brasília, o encontro tem a presença do governador Carlos Moisés da Silva, do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, do presidente da Alesc, Mauro de Nadal (MDB), e de parlamentares catarinenses. A sessão iniciou às 9h50 e é considerada como decisiva pelo governo do Estado para destinar, ou não, os recursos.





A audiência havia sido marcada para o último dia 3, mas foi adiada para que houvesse entendimento entre as partes. O principal entrave é a aplicação dos recursos na BR-470: o Executivo estadual quer colocar o dinheiro nos lotes 1 e 2, enquanto o DNIT/SC quer distribuir nos quatro lotes. Aliados de Moisés alegam interferência política de Jorginho Mello (PL), que teria a finalidade de evitar que Moisés levasse os créditos pela finalização de parte da obra.

O problema persiste há pelo menos 70 dias, desde que a Assembleia Legislativa de SC (Alesc) derrubou os vetos de Daniela Reinehr sobre os projetos que autorizavam o repasse. De lá para cá, a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade apresentou uma proposta de convênio ao DNIT/SC, mas não obteve resposta. A audiência convocada pelos senadores Esperidião Amin (Progressistas) e Dário Berger (MDB) promete dar fim ao imbróglio.

"Nós acreditamos que houve um impasse junto ao Ministério na questão de onde aplicar o recurso. [...] Se isso não se desenrolar, obviamente que nós vamos fazer investimentos em outras áreas de interesse dos catarinenses, seja em rodovias, seja em avançar no déficit habitacional, enfim, nós temos tantas necessidades", disse Moisés, no final de julho.

Segundo Amin, o objetivo é ter um "final feliz" a partir de um acordo entre governo estadual e federal. O senador defende que o Estado tenha autonomia para decidir onde colocar os recursos e lamentou o atraso na definição do tema. "Tempo não volta. O Moisés anunciou a intenção em janeiro. De lá para cá, passaram-se seis meses em que as obras poderiam ter avançado muito", disse.

O presidente da República Jair Bolsonaro esteve em Santa Catarina no início de agosto e foi cobrado por empresários acerca da questão. No entanto, ele não se manifestou sobre o tema.






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