Edição 050: Jogo jogado na Previdência, recuo do governo e mais

Foto: Vicente Schmitt/Agência AL

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Jogo jogado

Na última segunda-feira (19), a Assembleia Legislativa de SC (Alesc) promoveu uma audiência pública com 32 entidades a fim de ouvir sugestões de alteração à reforma da Previdência. Por causa da pandemia e dos protocolos, o número de participantes foi limitado, o que fez a sessão transcorrer sem grandes emoções, diferentemente de outros tempos: a primeira tentativa de realizar uma reforma, em 2020, foi marcada pela lentidão da tramitação e por uma audiência volumosa, com vaias, aplausos e mais pressão. Nos bastidores, membros do governo se referiam às manifestações dos servidores como "oportunidade de falar aos seus" e momento "pro forma". Os próprios líderes sindicais, antes mesmo da audiência iniciar, já davam o evento como "jogo jogado" e sem esperanças de conquistar alguma alteração. Segundo eles, o governo não dava sinais de que poderia ceder em alguma questão - pelo menos não admitia aos sindicados e associações. O futuro, para muitas dessas entidades, será tentar judicializar um ou outro ponto. No fim, durante a janela de fala dos deputados, não havia mais ninguém na plateia e coube a poucos opositores ocuparem os microfones - a base de governo preferiu o silêncio. Após a discussão pública, a negociação volta aos gabinetes para busca do consenso.


Cara metade

O governo do Estado assume duas mudanças principais na proposta, a retirada da alíquota extraordinária e a redução do tempo de pedágio para a transição entre regimes de Previdência. A intenção é de que a Assembleia seja protagonista da alteração, com a bênção do Executivo, e deixe sua contribuição favorável à aposentadoria do servidor. Jogada tradicional da política: exige muito no início para depois ceder. Neste sentido, a proposta terá rosto do governo e do Parlamento, mas não será possível dizer que a reforma é filha de um ou de outro.


Nem só de cortes de verbas para BRs e baixo orçamento para a infraestrutura vive a relação governo federal - Santa Catarina. Também é preciso acrescentar que o Estado pediu doses extras de vacinas para o inverno e não recebeu. Da mesma forma, pediu reforço no quantitativo de imunizantes para cobrir todos os trabalhadores industriais após erro na estimativa e também teve o pedido negado.



A Poder SC é uma coluna impressa semanal da Agência Adjori/SC de Jornalismo. Atualmente, a veiculação acontece em mais de 30 jornais associados em todas as microrregiões de Santa Catarina. A coluna traz conteúdos relevantes da política estadual e dos poderes constituídos.


Alguns jornais da lista de publicação:

A Semana (Curitibanos)

A Tribuna do Vale (Rio do Campo)

Cabeço Negro (Apiúna)

Correio dos Lagos (Anita Garibaldi)

Correio Francisquense (São Francisco do Sul)

Correio Otaciliense (Otacílio Costa)

Destaque Regional (São Lourenço do Oeste)

Diário de RioMafra (Mafra)

Diário do Planalto (Canoinhas)

Folha da Serra (Lages)

Folha de Itaiópolis (Itaiópolis)

Folha de Videira (Videira)

Folha do Oeste (São Miguel do Oeste)

Folha Regional (Tubarão)

Gazeta do Vale (Balneário Arroio do Silva)

Imprensa do Povo (Pinhalzinho)

Informe (Caçador)

Jornal Cidadela (Joaçaba)

Jornal da Fronteira (Dionísio Cerqueira)

Jornal do Sul (Turvo)

Jornal Metas (Gaspar)

Jornal Nortesul (Passo de Torres)

Jornal Novoeste (Maravilha)

Nosso Rincão (Balneário Rincão)

Notícia do Litoral (Bombinhas)

O Celeiro (Campos Novos)

O Falcão (Abelardo Luz)

O Momento (Lages)

Sul Catarinense (Balneário Gaivota)

Testo Notícias (Pomerode)

Tribuna SC (Braço do Norte)

Vale do Norte (Ibirama)






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