"Sem reajuste com avanço da inflação desde 2021 e com desconto dos 14% que foi muito pouco diminuído para alguns aposentados, nós temos uma situação dramática." argumentou a deputada

A deputada Luciane Carminatti (PT) cobrou do governo do Estado que atenda as reivindicações dos professores estaduais que estiveram reunidos em assembleia nesta quarta-feira (26) pedindo reajuste de 23%, descompactação da tabela salarial e 100% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na folha de pagamento.

“Os professores estão lá fora reunidos, vindos de todas as regiões de Santa Catarina, aguardando uma resposta do governo”, disse a deputada.

Segundo ela, em outubro do ano passado houve uma mobilização na Alesc para aprovar o Projeto de Lei 438/2024, proposta de reajuste do magistério catarinense vindo do próprio governo para tentar reduzir a insatisfação dos servidores que fizeram greve lutando pela descompactação da tabela salarial, entre outros pedidos.

“Apesar de toda a propaganda do governo, aquele projeto não descompactuou a tabela e eu tenho falado isso para o próprio governador, para que corrija o seu discurso, pois não se trata de descompactação. O salário continua compactado.”


Ela explicou que a proposta na época trouxe melhorias, mesmo que pequenas, nas aposentadorias e nas licenças, mas na prática o salário líquido de cada professor e professora, profissional da educação, pouco mudou.

Luciane explicou que o último aumento real do magistério foi em 2021, quando a base salarial passou para R$ 5.000. “De lá pra cá, não houve nenhum centavo a mais, está congelado.”

A deputada frisou que a inflação destes últimos anos ficou em 23% e que por isso trabalhadoras e trabalhadores tiveram redução do poder de compra de quase 1/4 do seu salário.

“Sem reajuste com avanço da inflação desde 2021 e com desconto dos 14% que foi muito pouco diminuído para alguns aposentados, nós temos uma situação dramática.”

 Fonte: Assessoria Bancada do PT na Alesc