Homenagem

2021: Tijucas perde seu maior historiador e a Adjori/SC um de seus mais brilhantes associados

Em plena véspera de Natal, Leopoldo Barentin, escritor e proprietário do Jornal Razão, de Tijucas, resolveu que, a partir de então, iria fazer seu talk show no Paraíso

Leopoldo Barentin (1965-2021)

Em nome de todos os associados, a Adjori/SC presta esta homenagem póstuma ao escritor e proprietário do Jornal Razão, de Tijucas, Leopoldo Barentin, um de nossos mais brilhantes associados que muito honrou nossa entidade e toda a imprensa do interior.  Uma perda irreparável para todos aqueles que puderam conviver, aprender e desfrutar dos ensinamentos dessa figura humana ímpar em seu amor ao município de Tijucas, que ele elegeu para louvar e notabilizar.

Trajetória

Leopoldo nasceu em 5 de dezembro de 1965, no município de Encruzilhada, hoje Otacílio Costa, no Planalto Serrano. Desde cedo descobriu-se um guerreiro. Aos 18 anos, sobreviveu a um  grave acidente que provocou 32 fraturas, seis delas na cabeça; 188 pontos no rosto e  um descolamento de retina nos dois olhos . Após 24 cirurgias, sua visão resistiu por cinco anos, mas depois disso o abandonou completamente. Mas permaneceu o sonho de fazer a diferença, como relata o filho Lorran Francois Silva Barentin. 

 "Ficar cego no auge da juventude, entretanto, não lhe fez desistir. Pelo contrário, foi uma mola propulsora para seguir lutando. Almejando um futuro alvissareiro no meio jornalístico, o jovem que sonhava em ser escritor e amava a língua portuguesa, casou-se com Araci Barentin em 24 de dezembro de 1992. Juntos, os dois jovens fundaram o Jornal A Razão Tijuquense.

Por longos anos o Jornal A Razão Tijuquense foi uma das únicas fontes de informação com credibilidade para os moradores do Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda. Mesmo cego, Leopoldo redigia os textos do periódico, auxiliado sempre por sua esposa e filhos, à época Tuany Mara Barentin e Gabriel Dias Barentin. Ele ditava os textos, que eram transcritos para o papel. Tudo de cabeça. E foi justamente de cabeça que Leopoldo escreveu quase 20 livros. Entre eles, Rastros de Bravura, Timbé, Tijucanos, Bileca - O Filho da Costa Esmeralda, Oliveira - Suas raízes, sua história e sua gente, dentre inúmeros outros. Estes livros são reflexo de seu amor por esta terra e eterna dedicação por transcrever sua história.

O Jornal A Razão Tijuquense virou Jornal A Razão e, posteriormente, Jornal Razão. Leopoldo continuou mantendo sua polêmica e tradicional coluna "Lenha na Fogueira" por alguns anos. Desde meados de 2019, Leopoldo afastou-se da redação.  Eu, Lorran, como filho, tive o prazer, privilégio, a honra, de assumir este tão importante legado de meu pai. Leopoldo não é apenas uma perda para a família Barentin. É uma gigantesca perda para a memória e história de Tijucas, pois junto com ele, partem incontáveis recordações e fatos históricos do nosso município e região ".

 






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