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Governo de SC estuda critérios para vacinação de profissionais de educação

Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Educação (SED), em parceria com a Federação Catarinense de Municípios (Fecam), a União dos Dirigentes Municipais de Educação de SC (Undime/SC), e outros órgãos, iniciou nesta semana um estudo para definir a ordem e a prioridade para a vacinação de profissionais de educação do Estado. Apesar de não haver data para iniciar a imunização deste grupo prioritário, as autoridades do setor querem definir logo os critérios para quando as doses chegarem.

Um dos desafios é mapear o número total de profissionais, que envolve professores, técnicos em educação, profissionais de segurança e de limpeza, entre outros. Segundo o secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro, se a SED utilizar os números do censo faltarão doses. "Nós estamos discutindo os regramentos. [...] Não temos a data para iniciar a vacinação. Mas se, por exemplo, chegar amanhã, quem nós vamos vacinar da educação? Com quem começa?", disse. O assunto foi tratado com a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, nesta semana. O início foi descartado para abril, mas poderia começar em maio se a velocidade de entrega de doses aumentar. 

Uma das opções é priorizar o ensino infantil e especial, onde há mais contato e o risco seria maior. Outra alternativa apontada é destacar os profissionais de limpeza, que circulam em mais áreas das escolas. Para Vampiro, um ponto importante é criar uma regra única, que sirva para as redes municipal, estadual, pública e privada. "Nós temos critérios que estamos discutindo em conjunto com a Undime e a Fecam para que, como o PlanConEdu [Plano de Contingência Estadual para Educação], que serviu para a rede estadual, rede municipal, privada, o nosso objetivo é que esses requisitos do cadastramento de com quem vai iniciar a vacinação sejam [adotados] pelos 295 municípios", acrescentou. 

A Secretaria também aguarda uma sinalização da Vigilância Sanitária acerca dos profissionais de educação que estão em trabalho 100% remoto porque convivem com alguém do grupo de risco. A cobertura vacinal desse público permitiria o retorno de professores presencialmente às escolas. O total de professores no modelo 100% remoto na rede estadual é de 12 mil, segundo a pasta. Isso representa pouco mais de um terço dos 33 mil professores do Estado. 

O retorno das aulas na rede estadual de ensino completa 60 dias no próximo domingo (18). Durante o período, as escolas adotaram os modelos presencial, remoto ou híbrido, de acordo com cada realidade. A dinâmica da pandemia, que avançou em diferentes velocidades pela região do Estado, impediu a Secretaria de ter controle sobre o percentual de cada modelo. "A gente achou que ia ficar estático, mas está mudando a todo momento dependendo da região", disse Vampiro. 

No entanto, a rede estadual acumula baixo número de casos. Segundo a Secretaria, os registros nesta semana mostravam 101 profissionais afastados por confirmação de Covid. Outros 86 foram afastados por terem contato com alguém que positivou, e ainda mais 155 afastados preventivamente após registro de algum sintoma. "O que nós temos segurança para dizer, depois de 60 dias fazendo o acompanhamento diário, é que escola não é um vetor de transmissão", afirmou o secretário. 







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