ECONOMIA

SC precisa qualificar 800 mil trabalhadores para a indústria até 2025

Projeção aponta que, desse total, cerca de 650 mil já têm uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas devem se atualizar; outros 150 mil precisarão de formação inicial

Foto: André Kopsch

Até 2025, o estado de Santa Catarina precisará qualificar 802,9 mil pessoas em ocupações industriais, sendo 152,9 mil em formação inicial - para repor inativos e preencher novas vagas - e 649,9 mil em formação continuada, para trabalhadores que devem se atualizar. Os dados e a avaliação são do Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria para identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

Isso significa que, da necessidade de formação nos próximos quatro anos, 80% serão em aperfeiçoamento. "O mercado de trabalho passa por uma transformação provocada pelo uso de novas tecnologias e por mudanças na cadeia produtiva. Por isso, é necessário investir em qualificação e aperfeiçoamento para que os profissionais estejam atualizados", frisa o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

As ocupações industriais são aquelas que requerem conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes também em outros setores da economia. De acordo com o diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira, há oportunidades em diversos segmentos, mas especialmente naqueles voltados à ciência, tecnologia e engenharia. "O SENAI tem desenvolvido uma série de formações que permitem ao trabalhador seguir se preparando para uma indústria cada vez mais tecnológica e competitiva. Nossas escolas e a rede de ensino superior oferecem qualificação alinhada à nova economia, seguindo inclusive tendências internacionais", destaca.

Em volume, ainda prevalecem as ocupações de nível de qualificação, que respondem por 74% do emprego industrial no Brasil hoje. Contudo, chama atenção o crescimento das ocupações de nível técnico e superior, que deve seguir como uma tendência. Isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem profissionais de maior nível de formação, que saibam executar tarefas e resolver problemas mais complexos.

As áreas com maior demanda por formação são: transversais, têxtil e vestuário, metalmecânica, logística e transporte, e alimentos e bebidas. as ocupações transversais são aquelas que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em segurança do trabalho, técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento e profissionais da metrologia, por exemplo.




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