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Governo federal zera PIS/Cofins sobre importação de milho

Foto: CNA/Divulgação

Uma Medida Provisória (MP) editada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (23) zera impostos sobre importação de milho até 31 de dezembro de 2021. Por ser uma MP, a nova regra já está valendo e tem projeção de impacto de R$ 66,4 milhões.

De acordo com a Presidência, a medida é necessária para aumentar a importação do grão devido à escassez no mercado interno, "em razão de problemas climáticos, atrasos na colheita de verão e na semeadura da segunda safra e, ainda, pelos baixos níveis de estoque". A MP zera a incidência de PIS e de Cofins. 

O milho é insumo agrícola importante, especialmente na agroindústria, em setores como a avicultura e a suinocultura.

A perda nessa arrecadação será compensada com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), promovido pelo governo na semana passada e que entrou em vigor na segunda-feira (20).

Para as pessoas físicas a alíquota passa de 3% ao ano (diária de 0,0082%) para 4,08% ao ano (diária de 0,01118%). Já para as pessoas jurídicas, a alíquota anual passa de 1,5% (atual alíquota diária de 0,0041%) para 2,04% (diária de 0,00559%). O ajuste vale até 31 de dezembro.

Os valores arrecadados com as novas alíquotas do IOF também serão utilizados para custear o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família, e o aumento do valor da cota de importação pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os gastos com o novo programa acarretarão, neste ano, um acréscimo de R$ 1,62 bilhão na despesa obrigatória de caráter continuado. No caso do CNPq, a renúncia fiscal do governo chega a R$ 236,49 milhões.


Com informações da Agência Brasil





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