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Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2024




AUTISMO EM PAUTA

Seletividade Alimentar

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Por Adair Alexandre Pimentel

Seletividade Alimentar
Foto: Divulgação
- A nutricionista Maria Eduarda Magnani proposto o tema Seletividade Alimentar na Coluna Autismo em Pauta

Na coluna desta semana convidamos a Nutricionista CRN10 6987 Maria Eduarda Magnani, formada pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), Pós Graduanda em Educação Especial sobre o Transtorno do Espectro Autista, com aplicação em ABA - Análise do Comportamento Aplicado, para falar sobre a seletividade alimentar.
Segundo Maria Eduarda a Seletividade Alimentar é muito presente, trazendo características como: pouco apetite, recusa alimentar e desinteresse pelo alimento; essa combinação pode provocar uma certa limitação a variedades de alimentos ingeridos, provocando um comportamento de resistência em experimentar novos alimentos.
Maria Eduarda conta que desde pequena, sempre foi uma criança inclusiva e defensora de pessoas com deficiência ou que a sociedade julgava ser diferente; foi criada entre três irmãos, onde o primogênito nasceu com uma “síndrome inespecífica” nunca diagnosticada pela medicina. Após o nascimento dele, minha família percorreu uma longa jornada para dar conforto e qualidade de vida, mesmo sabendo que a sua estimativa de vida seria baixa.
Durante o período de faculdade começou a estudar sobre o Autismo na Nutrição; para ela, está comprovado que as Terapias auxiliam no desenvolvimento em vários aspectos e se faz necessário acompanhamento por uma equipe multidisciplinar na qual o nutricionista esteja incluso, considerando a intervenção nutricional uma das alternativas de tratamento para esse transtorno.
Mas o que a Nutrição pode ajudar? Maria Eduarda responde: “o mau funcionamento gastrointestinal dificulta a digestão do alimento consumido, permitindo a passagem de compostos nocivos, causando inflamação intestinal e alterações na parte cerebral devido à ultrapassagem incorreta que o próprio corpo realiza destes alimentos, levando ao surgimento de comportamentos característicos do TEA (MONTEIRO et al., 2020)”.
Portanto a alimentação pode melhorar sintomas referente a comunicação, sociabilidade, percepção sensorial, aspectos físicos, comportamentais e outros.
O seu intuito é poder ajudar a todos os tipos de famílias, não somente quem possui condições financeiras e planos de saúde. E realiza atendimentos com custos sociais, para que toda criança com TEA tenha possibilidade de um tratamento digno individualizo que irá auxiliar na melhora de seu desenvolvimento.
Seu e-mail para contato é: maria.eduarda.magnani@gmail.com
Até a próxima!

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