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Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2024




Propostas contra o crime

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Aumentar o efetivo policial, estabelecer prioridades de crimes a serem atacados e aperfeiçoar a polícia comunitária

Adriano Zanotto*

 

            As pesquisas mais atuais sobre segurança pública no mundo apontam caminhos para combater a criminalidade, que podem ser adaptados para Santa Catarina: aumentar o efetivo policial e estabelecer prioridades de crimes a serem atacados, além de aperfeiçoar a polícia comunitária.

 

            Nos últimos 20 anos, enquanto a criminalidade cresceu assustadoramente, o número de policiais no Estado caiu em média 20%. Em 1985, o efetivo da Polícia Civil era de 3,5 mil, enquanto hoje é de 2,9 mil. No mesmo ano, o efetivo da Polícia Militar era de 15 mil e atualmente chega a 12 mil. Por isso, se faz necessário um aumento urgente do efetivo, para poder oferecer segurança à população e proporcionar ao policial a oportunidade de realizar um trabalho eficiente e de respeito.

 

            Por outro lado, também deve existir uma política de segurança que estabeleça prioridades. Esse é o sistema utilizado em vários países da Europa, como a Inglaterra. A maior parte do contingente policial centra a sua ação em cima de uma atividade criminal por vez, como o roubo de veículos, por exemplo. As autoridades fazem um trabalho intensivo durante um período determinado em cima desse aspecto da criminalidade, continuando com o atendimento de rotina dos demais problemas de segurança. Depois de combater intensamente esse esquema criminoso durante seis meses, por exemplo, se parte para outra prioridade.

 

            A polícia comunitária é outra iniciativa que oferece bons resultados. O programa que já existe em Santa Catarina deveria ser aprimorado para chegar a todos os municípios do Estado. Polícia e comunidade estabelecem prioridades na área a ser policiada, que são acompanhadas por estratégias para atingir os objetivos previamente traçados. A comunidade aponta os principais problemas de segurança e depois define as formas de combate ao crime. É a chamada participação integrativa.

 

            Essas medidas devem contribuir para resgatar a dignidade dos policiais, atualmente abalada pelos covardes crimes cometidos contra eles, ao mesmo tempo em que devolverá a confiança da população nas autoridades.

 

 

* Ex-presidente da OAB/SC e candidato a deputado federal (PMDB-1555)

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