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Podemos ser otimistas em 2022, por Emílio Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC

Foto: Daniel Zimmermann
Emílio Rossmark Schramm, vice-presidente da Fecomércio/SC

Precisaremos ser otimistas em 2022, mas em Santa Catarina temos mais motivação e condições para crer que o ano será de bons resultados econômicos e sociais. As expectativas são de inflação acima da meta, desemprego, endividamento familiar e acirradas disputas eleitorais no segundo semestre. Nosso estado não está blindado da crise econômica, porém, por mérito nosso, temos um quadro que destoa do cenário nacional.

 Já é sabida e repetida a diversificação das atividades produtivas de Santa Catarina, caracterizada como um mosaico de setores que dividem elevados graus de eficiência, reconhecidos no Brasil e no exterior. O que é impressionante é o quanto conseguimos manter a nossa capacidade de reinvenção. Há 30 anos, quem arriscaria o número de empregos gerados pelo polo tecnológico da Grande Florianópolis? E que de nosso litoral voariam ostras e mexilhões para inúmeros destinos do país? Que o planalto serrano se transformaria em roteiro turístico de charme, combinando a natureza exuberante com vinhedos já laureados em certames de padrão mundial? Que Blumenau sediaria uma cadeia produtiva da cerveja, integrando desde a produção até o consumo, eventos e turismo? Que municípios desconhecidos dos próprios catarinenses, como Praia Grande e Rio dos Cedros, ganhariam o status de turismo ecológico ou voltado ao público de alto poder aquisitivo? Em todas essas regiões prosperaram um varejo e uma gastronomia qualificados.

 Os exemplos são muitos. E mesmo para o agronegócio catarinense, setor que há 40 anos já detinha a excelência e atuava em mercados globais, a realidade do século 21 é ainda mais vigorosa, com grandes avanços em tecnologias e produtividade. Essas âncoras tornam a economia catarinense menos suscetível às crises, mas prosseguimos com gargalos de alto risco para o nosso modelo econômico - em infraestrutura, em educação, na legislação, por exemplo, quase todos de responsabilidade federal. E, em muitas circunstâncias, ocorre um perigoso distanciamento entre a classe política e a sociedade, legislando em causa própria ou em favor de interesses adversos ao interesse público. O associativismo empresarial, no entanto, se devidamente unido e com as estratégias apropriadas, tem legitimidade e representação para assegurar as pautas justas para os cidadãos catarinenses.

 Enfim, temos os fundamentos para sermos otimistas e as razões para prosseguir trabalhando no mesmo padrão das várias gerações que nos antecederam, acreditando na prosperidade e na felicidade de nosso povo.





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