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MDB e a saída para a crise, por Celso Maldaner

O Brasil está dividido e vive uma grave crise política e econômica que castiga duramente a nossa população. O desemprego atingiu 14,8 milhões de brasileiros, segundo pesquisa do IBGE divulgada no dia 30 de julho. O desempenho da economia brasileira ficou em 38º lugar em um ranking de 48 países. Este resultado dramático não é causado apenas pela pandemia, pois os outros países da pesquisa também passaram por ela. No Brasil, a crise econômica é agravada pela crise política.

Precisamos superar a crise política para retomar o crescimento e solucionar os problemas da população. Para tanto, as lideranças não devem tratar a política como o campo de uma disputa entre amigo e inimigo, como tem feito forças políticas de extrema esquerda e extrema direita. A polarização foi iniciada pela esquerda, mas encontrou respostas à direita. O resultado desse embate é a divisão do país e a crise política e econômica em que estamos.

Na origem da atual crise política também estão os sucessivos escândalos de corrupção revelados durante os governos petistas. A corrupção de alguns minou a credibilidade da classe política como um todo. Os políticos passaram a ser vistos como pessoas que só pensam nos seus próprios interesses, enganam o povo e possuem grandes privilégios bancados pelo contribuinte. O populismo cresceu nesse contexto de desencanto com o sistema político, e, uma vez no poder, aumentou a polarização e a crise.

Parte dessas dificuldades que enfrentamos decorre da atuação do próprio presidente, que acentua a polarização, gerando crises sucessivas, como, por exemplo, a recente guerra entre os poderes. Nesse conflito, todos perdem, mas quem paga o preço é o povo.

O Brasil parou porque está discutindo se segue totalmente à direita ou à esquerda. Mas para nós, do MDB, o importante é seguir em frente. Por isso precisamos buscar o caminho do meio, do diálogo e da moderação. Nesse sentido, o MDB tem um grande papel a cumprir, pois nasceu da luta pela democracia e sempre foi o ponto de equilíbrio entre os extremos. Por isso o MDB nacional adotou o lema "Todos por um só Brasil", que nós queremos avançar também em Santa Catarina. Não queremos dois Brasis, um da extrema direita, um da extrema esquerda. Não queremos caminhar para um lado ou outro, muito menos para trás. Queremos caminhar unidos e para frente, para o progresso econômico com justiça social.

A saída da crise política também passa pelo combate sem tréguas à corrupção e aos privilégios do alto escalão, incluindo políticos e membros do judiciário. Sem isso não atacaremos as causas do atual desencanto da população com a política. Chegamos em uma situação em que ou a democracia brasileira se renova por meio de um combate sério à corrupção e aos privilégios do alto escalão ou corre o risco de morrer. Por isso, apoiei a emenda anti-privilégios e apoio a prisão em segunda instância. Neste momento de crise, temos que nos lembrar do que dizia o sábio e moderado Ulysses Guimarães, ícone da democracia e da nossa constituição: "Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública".

O MDB liderou a fundação da nossa democracia. Agora pode tirar ela da crise. O MDB é o ponto de equilíbrio. Nesse sentido, o MDB de Santa Catarina terá uma importante missão a cumprir em 2022. Somos o maior partido do Estado, temos a maior militância de base, 96 prefeitos, 67 vices e 823 vereadores em Santa Catarina. Temos nomes fortes querendo e podendo representar o povo catarinense com excelência, experiência e compromisso com as pessoas. O nosso manda brasa é gigante e será protagonista nas eleições de 2022 em Santa Catarina.


Por Celso Maldaner, deputado federal e presidente do MDB/SC






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