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Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2024




Incertezas do Atraso

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Causou reação indignada a convocação feita pelo ex-Ministro José Dirceu, em seu blog na internet, para que os movimentos sociais vão às ruas defender a candidatura do Presidente Lula

Causou reação indignada a convocação feita pelo ex-Ministro José Dirceu, em seu blog na internet, para que os movimentos sociais vão às ruas defender a candidatura do Presidente Lula. O Ministro Marco Aurélio de Melo disse estanhar este tipo de mobilização se a ordem institucional está sendo mantida e o Presidente Lula aparece com vantagem nas pesquisas eleitorais. Especulam que estariam em curso investigações realizadas por jornalistas que concluem com o comprometimento da candidatura presidencial com a compra do dossiê sobre os candidatos tucanos, tornando o Presidente inelegível e a mobilização, proposta por Dirceu,  seria para um confrontamento com uma possível decisão do STE, o Superior Tribunal Eleitoral.

O candidato a eleição ao se dizer candidato dos mais pobres,( o que não é verdade, pois em quatro anos engordou os cofres bancários com 44,12 bilhões de reais, um recorde histórico no enriquecimento de poucos) também  incita ao confronto.

O Brasil ficou dividido entre as regiões que dependem dos 80 reais do bolsa família e os estados mais ricos e desenvolvidos, onde Alckmin saiu-se vencedor no primeiro turno. São os dois brasis: o Brasil dos que já tiveram acesso à escola, ao trabalho, à informação, e o Brasil que depende do assistencialismo, condenado até pela CNBB, que estão incitados ao confronto.

Nestes dias que precedem o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil tudo, ou nada, pode acontecer. Talvez as inquietações sejam apenas produtos da boataria, entretanto, quando você estiver lendo este texto, terão ocorrido fatos novos.

Por mais sábia que seja a decisão da sociedade, por sólidas que tenham sido nossas instituições, vai permanecer a certeza que ainda não superamos o atraso, que vivemos num país do terceiro mundo. Vivemos na América Latina, não somos muito diferentes do México, da Argentina, da Venezuela, da Bolívia.

Não sepultamos o golpismo, em nossa terra ainda vingam o populismo e a demagogia. E pior,  a estiagem de valores não deixa vingar a frágil semente da ética, que cobrem todos os campos em  terras mais civilizadas.

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