Cultura

Projeto Baú de Histórias do Sesc chega a 32 cidades catarinenses

Serão apresentados quatro espetáculos de contação de histórias, sendo três do Estado e um gaúcho

Foto: Divulgação

O projeto Baú de Histórias, voltado para crianças e jovens, percorrerá 32 cidades catarinenses, entre os meses de março e abril. Serão apresentados quatro espetáculos de contação de histórias, selecionados entre 97 propostas cadastradas na plataforma IdCult.Sesc, são eles: "Brasil Pequeno Itinerante", de Genifer Gerhardt (Porto Alegre/RS); "Quedelhe o Boi?", do Pequeninus Grupo de Arte (Canelinha/SC); "Maracá", da Cia ContaCausos (Chapecó/SC) e "Da Boca do Povo" ou "A Caixa, os Brinquedos e o Mágico de Oz", de Lieza Neves (Florianópolis/SC), que apresentará um espetáculo ou outro de acordo com a cidade e o público.

A seleção dos grupos foi pautada na qualidade da encenação e relevância literária da proposta. O projeto introduz no cotidiano de Santa Catarina uma arte popular de origens ancestrais, que remonta ao próprio nascimento da sensação do tempo entre os homens, quando a fala passou a ter o poder de tornar presentes fatos que ocorreram num passado distante e que, sem o contar de sua história, estariam perdidos na neblina do esquecido. O projeto é uma ação em prol do incentivo à leitura, da valorização do contador de histórias como profissional reconhecido e da difusão da literatura.

Saiba mais sobre os espetáculos:

"Da Boca do Povo", de Lieza Neves, aborda histórias tradicionais, nascidas da voz de alguém que há muito tempo, em terras distantes, resolveu contar, chegam até nós ultrapassando fronteiras geográficas e de idiomas, mas com o frescor e impacto de sempre. No repertório "Da Boca do Povo" a contadora de histórias Lieza Neves apresenta diversos contos da tradição oral, ressaltando a magnitude do principal instrumento desta arte ancestral: a voz. É ela quem conduz, cria imagens, propõe as emoções de cada história. O espetáculo passa por São Miguel do Oeste (11/03), Chapecó (12/03), Concórdia (14/03), Caçador (19/03).

No espetáculo "A Caixa, os Brinquedos e o Mágico de Oz", também de Lieza Neves, a contadora se utiliza de algumas técnicas do teatro de objetos para contar a história "O Mágico de Oz", escrita por Lyman Frank Baum. De uma caixa de papelão usada para guardar brinquedos velhos saem os objetos que auxiliam a contadora a descrever as aventuras de Doroty no reino de Oz, funcionando como ilustração para a história. A cena ocorre próxima à plateia, remetendo a uma brincadeira infantil, em que manipulação e encenação não são realizadas com rigor técnico e sim de forma solta, por vezes, improvisada, como fazem as crianças. A peça propõe o jogo lúdico e literário, transformando objetos simples ou descartados em personagens e cenários. O espetáculo será apresentado em Xanxerê (13/03), Joaçaba (15/03) e Capinzal (18/03).

Foto: Tóia Oliveira

"Maracá", de Josiane Geroldi, circula por Balneário Camboriú (11/03), Brusque (12/03), Tijucas (13/03), Palhoça (14/03), Florianópolis (15/03), Laguna (18/03), Tubarão (19/03), Araranguá (20/03) e Criciúma (21/03). O espetáculo conta a história de uma menina e um pé de cabaça. A cabaça era encantada: Virava casa de passarinho, cuia de chimarrão, instrumento musical, berimbau, esconderijo e belo embornal. Maracá é a voz que canta dentro da cabaça e através das histórias a mistura que é o povo brasileiro. O Encanto de toda cabaça é vontade de explodir e espalhar o seu canto por aí.

Foto: Augusto Zeizer

O espetáculo "Quedelhe o Boi?", da Pequeninus Grupo de Arte, será apresentado em Vidal Ramos (11/03), Rio do Sul (12/03), Pouso Redondo (13/03), Blumenau (14/03), Itajaí (15/03), Joinville (18/03), Jaraguá do Sul (19/03), São Bento do Sul (20/03), Mafra (21/03) e Canoinhas (22/03). Através da linguagem do teatro de bonecos, o grupo conta a história de Mané Mateus, que é o dono do boi que irá se apresentar, mas logo descobre o sumiço do boizinho. Quedelhe o boi? O Boi sumiu... Como vai acontecer a apresentação sem o boi de mamão? A adaptação do folguedo popular do Boi de Mamão se apropria de características de diversos boi brincantes do Brasil, aborda personagens típicos do folclore catarinense: a Maricota, o Vaqueiro Orides, a Bernunça, o Boi de Mamão, o Mané Mateus, a Benzedeira e o Doutor. Em tom cômico, o espetáculo também alerta sobre o maltrato dos animais nos locais onde acontece a farra do boi e os rodeiros.

Foto: Divulgação

Já o espetáculo "Brasil pequeno itinerante", de Genifer Gerhardt, circula por Curitibanos (01/04), Centro Cultural Vidal Ramos Sesc Lages (02/04), Pousada Rural Sesc Lages (03/04), Urubici e Bom Retiro (04/04) e São Joaquim (05/04). Através do Teatro de Bonecos em Miniatura Genifer conta sobre as pessoas que encontrou em viagens pelo Brasil. Ao habitar seus bolsos, os bonecos carregam as histórias de cada estar e de cada sentir. Carregam a grandeza que habita o detalhe, com relatos do livro "Brasil pequeno" (Porto Alegre: Libretos, 2017). Tem história que é da Bahia, tem do Rio Grande do Sul também. Vai para Tocantins, desce para o Paraná, segue o bordado em Minas Gerais. Tudo alinhado feito colcha de retalhos de avó. No 'Baú de Histórias' o espetáculo vem acrescido de mais encontros: fala e escuta, sem distinção. E é no encontro com cada jovem de escola pública periférica que se abre a partilha - novas histórias passam a também integrar o espetáculo, em um tecer de afetos e cuidados.

Foto: Zé Carlos Barretta

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