TEATRO

Alimentos industrializados e agrotóxicos são debatidos em peça

10 Agosto 2018 11:01:00

Espetáculo 'Salada Cherrie' faz 66 apresentações gratuitas em escolas de SC e do RS

Foto: Bruno Ropelato

Em tempos de reality shows culinários e debate sobre o uso de agrotóxicos e consumo de alimentos industrializados, comer bem tem se revelado uma arte. E para provocar uma reflexão crítica e também divertida sobre a alimentação humana, o grupo Teatrando Por Aí leva Salada Cherrie às escolas. As apresentações são gratuitas e acontecem de 16 de agosto a 13 de setembro em escolas públicas e em comunidades.

De uma forma leve e reflexiva, o quarto espetáculo autoral da trupe de Florianópolis aborda a relação das pessoas com o alimento e com a natureza e mostra que alimentar-se bem também envolve afeto, cuidado e consciência. A peça é voltada para o púbico infantil, entre 6 e 10 anos, e tem duração de 50 minutos.

Escrito pela atriz e dramaturga Marina Monteiro, Salada Cherrie é antes de tudo um convite à experiência estética e provoca um olhar artístico sobre a vida. "É uma história divertida sobre um conflito familiar com uma pitada de mistério e um olhar crítico sobre o universo da alimentação humana", explica a autora da peça. Ainda assim, observa Marina, o grupo não tem a pretensão de ensinar as crianças a se alimentarem bem. Segundo ela, a potência do teatro na escola não é repetir o que a escola já faz ou se colocar de forma didática a ensinar conteúdos. "O teatro pode transformar a escola, pode revolucionar o ambiente escolar, sobretudo se apostar em sua própria força, tendo, portanto, um papel político e social também", defende Marina.

A turnê de Salada Cherrie integra o projeto do grupo de levar o teatro para as escolas e conta com o patrocínio das empresas Mineração Jundu; BAESA - Energética Barra Grande; Enercan - Campos Novos Energia e Foz do Chapecó Energia, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. De acordo com Eder Schmidt, coordenador artístico do projeto, o grupo está há 10 anos na estrada, desenvolvendo e difundindo projetos teatrais para a infância e juventude, e isso também se deve ao comprometimento social dessas empresas com as comunidades onde atuam. "Seguir levando a nossa arte gratuitamente nas escolas por mais um ano é, sem dúvida, uma grande conquista considerando a instabilidade na qual vivemos atualmente. Portanto, encaramos com responsabilidade e gratidão a continuidade da parceria do grupo com as empresas que estão conosco todo esse tempo, pois são elas que potencializam a realização dos nossos projetos por meio do incentivo fiscal".

Agenda de apresentações:
De 16 e 17 de agosto: Balneário Barra do Sul (8 apresentações)
De 20 a 24 de agosto: Capão Alto, Campo Belo do Sul, Cerro Negro, Esmeralda e Pinhal da Serra (16 apresentações, sendo uma aberta à comunidade)
De 27 de agosto a 31 de agosto: Campos Novos, Celso Ramos, Abdon Batista e Anita Garibaldi (16 apresentações, sendo uma aberta à comunidade)
De 03 a 12 de setembro: Águas de Chapecó, Alpestre, Caxambu do Sul, São Carlos, Chapecó, Nonoai e Faxinalzinho (26 apresentações, sendo uma aberta à comunidade)

Sinopse:

Salada Cherrie conta a história de uma família que precisa rever seus hábitos alimentares. Tadu, o irmão mais velho, está com colesterol alto e a mãe, apavorada, contrata um chef de cozinha francês para tentar resolver a questão. E aí fica decidido: toda a família vai ter que entrar no esquema. Mas tinha uma coisa com que a mãe não contava: é que Belinha, sua filha caçula, além de detestar salada, também não iria com a cara do chef. E esse encontro entre Belinha e o chef Pierre Legrand promete apimentar ainda mais a trama.

Ficha técnica:

Texto: Marina Monteiro
Direção: Paula Bittencourt
Coordenação artística: Eder Schmidt
Elenco: Clei Grött, Egon Seidler, Marina Monteiro, Luciana Holanda, Raquel Stüpp
Cenografia: Carlos Eduardo Martins Figurinos: Adriana Bernardes
Design gráfico e ilustrações: Paula Albuquerque e Fabio Dudas (Chouette Estúdio)
Assessoria de imprensa: Manoela de Borba


Foto:Bruno Ropelato

Sobre o grupo

Teatrando Por Aí é formado por Eder Schmidt, Marina Monteiro e Raquel Stüpp, graduados no curso de Artes Cênicas da UDESC.  Foi criado ainda dentro da universidade, em 2005, e as afinidades pessoais e estéticas percebidas entre os integrantes contribuíram para a continuidade e pesquisa do grupo após a graduação. Eis que percebendo a carência de espetáculos infantis de qualidade, mais especificamente em Florianópolis, que o grupo começou a se dedicar à pesquisa e ao desenvolvimento de projetos teatrais direcionados à infância. Em 2007, então, o grupo criou o espetáculo "Limpando, Cuidando e Perfumando a Natureza", que por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do patrocínio de empresas públicas e privadas, realizou gratuitamente centenas de apresentações em escolas públicas de SC e RS. Mais dois espetáculos compõem o repertório do grupo atualmente: "Tecnópolis - Sem Livro Pra Contar História", estreado em 2014, tendo realizado a primeira turnê do grupo fora da região Sul, no estado de Minas Gerais e "Onde Foi parar a Dona Gentileza?", estreado em 2015 e voltado ao público de 10 a 15 anos.
Ambos os espetáculos dão continuidade à iniciativa do grupo em promover o acesso democrático ao teatro, contribuindo para a formação de plateias. Investindo em textos de autoria própria o grupo segue sua pesquisa buscando o questionamento constante, a cada trabalho investigando linguagens que busquem novas possibilidades no teatro para infância e juventude.











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