infraestrutura e logística

Trecho norte da BR-101 precisa de investimento de R$ 2,7 bilhões para atender demanda

Obras visam desafogar tráfego urbano nas regiões de Florianópolis, Itajaí e Joinville. Trânsito duplicou em dez anos, mas estrutura se manteve a mesma

Foto: Divulgação
Na prática, o objetivo é ampliar e dar continuidade às marginais, construir pontes, viadutos e terceiras faixas

Nesta quarta-feira (24), um grupo técnico de trabalho apresentou um estudo que aponta a necessidade de investimento de R$ 2,7 bilhões no trecho norte da BR-101 para melhoria da mobilidade. As obras visam aumentar a capacidade da rodovia e atender a demanda de tráfego entre Palhoça e Garuva pelos próximos dez anos. A ideia é que o investimento seja 100% privado, com compensação no preço da tarifa do pedágio. 

O projeto prevê três focos principais para a execução das obras: o trecho entre Joinville e Araquari; entre Penha e Itajaí; e na Grande Florianópolis. Todos eles apresentam problemas de lentidão e congestionamentos devido ao fluxo urbano das grandes cidades que sobrecarregam a rodovia. Do montante total, estão previstos R$ 700 milhões para a Grande Florianópolis, R$ 1,5 bilhão para a região de Itajaí, e R$ 440 milhões para a região de Joinville. 

O perfil das obras é de aumento da capacidade. Na prática, o objetivo é ampliar e dar continuidade às marginais, com pontes, viadutos e terceiras faixas que facilitem a circulação de veículos. O estudo não leva em conta o contorno viário da Grande Florianópolis. 

"A BR-101 é um meio importante para Santa Catarina, mas tem muitos problemas. Tem problemas atuais e tem problemas futuros bem previsíveis. Precisamos encontrar medidas para melhorar a sua trafegabilidade e sua condição de segurança", disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar.

Para ele, o investimento é fundamental porque otimiza a logística na região dos principais portos do Estado. "É uma série de fatores que fizeram com que a BR-101 não tivesse todos os investimentos feitos em função de aprovação, de licenciamentos. Então, há uma necessidade de se fazer uma aceleração nessas licenças para que possamos executar as obras", disse. 

Não há prazo nem aprovação para início das obras. Para que o projeto saia do papel, é necessário que a Arteris Litoral Sul, empresa concessionária da rodovia, tenha uma permissão extra da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), já que o investimento não está previso no contrato de concessão. 


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