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Rafael Horn toma posse como presidente da OAB/SC

15 Fevereiro 2019 12:00:00

Nova diretoria ficará no comando da Ordem dos Advogados do Brasil no triênio 2019-2021. Segundo Horn, foco é inclusividade, eficiência e inovação

Foto: Murici Balbinot

Na noite desta quinta-feira (14), a nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC) tomou posse para o triênio 2019-2021. Segundo o novo presidente, Rafael Horn, o foco da gestão será inclusividade, eficiência e inovação. 

"Nós buscamos hoje primeiro ter uma cerimônia com o nosso grupo que vai focar a gestão nos próximos três anos. Foi um bate-papo em que nós dialogamos sobre nossas metas, nossa missão de inclusividade, eficiência e inovação na OAB. Nada melhor do que fazer uma cerimônia com esse recado: melhor a vida do advogado e da advogada catarinense", disse Horn. 

A segunda cerimônia, pública, aconteceu na sede da Associação Catarinense de Medicina (ACM), em Florianópolis, e reuniu mais de mil pessoas. A vice-governadora, Daniela Reinehr, representou o poder executivo. O deputado Júlio Garcia, presidente da Alesc, representou o poder legislativo. E o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador Rodrigo Collaço, o judiciário. 

Apesar da posse ter acontecido nesta quinta-feira (14), a diretoria assumiu a entidade já no dia 1º de janeiro. Uma das primeiras ações é realizar visitas técnicas nas 49 subseções espalhadas pelo Estado, em todas as regiões. Para Horn, ouvir os advogados na ponta vai ser essencial para aprimorar as atividades da Ordem. 

Além do diálogo interno, o novo presidente também vê oportunidade em levar a instituição para outros centros de debate. "Nós vamos tratar com a sociedade, mostrando as lutas da OAB na sociedade catarinense, seja por uma melhora na administração pública, seja pela melhoria do Judiciário catarinense, essa é uma missão da qual nós não fugiremos do debate", afirmou. 

Rede Catarinense de Notícias - Você assume com quais metas principais?

Rafael Horn - A gente tem três bandeiras: inclusividade, eficiência e inovação. Inovação é pensar, fazer diferente. Nós estamos já fazendo diferente. Criando, por exemplo, um edital de convocação para a advocacia catarinense que foi uma forma de inovar e garantir inclusividade na gestão. Nós abrimos todas as comissões do Estado, que são mais de 90. Essas comissões são formadas por advogados que prestam serviço voluntário e é a partir dali que a OAB traz o seu posicionamento institucional dos mais diversos temas. Um dos pontos é permitir a inclusividade para participação. Outro ponto é o programa Conversa com a Advocacia. A primeira rodada acaba em abril. Nós estamos visitando todas as 49 subseções, conversando com cada um, com os advogados das subseções, ouvindo as críticas e sugestões. A ideia é aprimorarmos o plano de gestão ouvindo a advocacia.

RCN - E na questão da eficiência?

Horn - Na questão da eficiência nós implantamos um sistema de controles internos para verificar o cumprimento de cada uma das metas de gestão. A controladoria tem esse viés, de controlar e verificar se nós estamos cumprindo no prazo adequado aquilo que nós nos propusemos durante a campanha. Ela nunca tinha existido, é inovação desta gestão.

RCN - As bandeiras vão funcionar de maneira integrada, então?

Horn - Sim. Com essas bandeiras nós pretendemos valorizar a profissão e dar uma perspectiva de um melhor futuro para os advogados. E elas se desdobram em pilares, com metas e cronogramas. Na inclusividade também temos uma comissão chamada OAB Vai à Escola, formada por voluntários. Eles vão para as escolas explicar sobre lições de cidadania, o que é advocacia, o que é direito. Temos a comissão do acadêmico, que vai às universidades explicar o que é a OAB, o que ela faz. É um trabalho de educação e conscientização constante.

RCN - A OAB de Santa Catarina se antecipou a uma regra que só passaria a valer no próximo pleito, que é a participação de 30% de mulheres na chapa. Por que isso e qual é o êxito deste esforço?

Horn - Na verdade, não foi um esforço. Quando você pratica inclusividade, ela vem ao natural. Nós fomos grandes apoiadores dessa regra para tornar o ambiente da Ordem mais sadio, com menos preconceito. Nós tínhamos tantas mulheres para colocar na chapa que algumas não puderam estar, mas estão ocupando outros cargos, como presidências de comissões. São mulheres qualificadas. É um movimento moderno dentro da instituição.


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