Terapia

Projeto que permite entrada de animais em hospitais avança na Alesc

Segundo autora da proposta, Marlene Fengler (PSD), permitir a visita de animais domésticos pode ajudar no tratamento dos pacientes

Foto: Divulgação
Terapia com animais já é utilizada em São Paulo e no Paraná

Nesta terça-feira (5) a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou o Projeto de Lei (PL) 355/2019, de autoria da deputada Marlene Fengler (PSD). A matéria permite a entrada de animais domésticos e de estimação em todos os hospitais de Santa Catarina.

Segundo a autora, permitir o ingresso de animais domésticos e de estimação para visita a pacientes pode auxiliar significativamente no tratamento de doenças. "As TTAs [Terapias Assistidas por Animais] possuem instrumentos facilitadores e de abordagem no estabelecimento de terapias alternativas. A atividade se insere às praticas humanizadas, usando o animal como parte integrante do tratamento psicológico do paciente. Já na parte física, o contato com animais ajuda na produção de ocitocina, hormônio que protege contra o estresse", explicou.

A deputada defendeu ainda que propostas semelhantes já foram adotadas em outros locais do país. "Em São Paulo, os hospitais Albert Einstein, Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e o Instituto Dante Pazzanesse de Cardiologia já utilizam TTAs e possuem bons resultados terapêuticos. No Paraná, foi aprovada uma lei semelhante em 2016 que ajudou a reduzir o período de internação e o desconforto na hospitalização", afirmou, na justificativa do projeto. 

O relator da matéria, deputado Fabiano da Luz (PT), defendeu a aprovação do PL, já que o texto prevê uma série de condições para permissão da visita, como o agendamento junto à administração do hospital, respeitando os critérios estabelecidos pelas instituições. Setores como alas de isolamento, de quimioterapia e de transplantes, por exemplo, assim como UTIs, não poderão ser acessados.

Para entrarem nos hospitais, os animais precisam de laudo veterinário atestando boas condições de saúde e carteira de vacinação atualizada. Em caso de caninos, é obrigatório o uso de coleira. O ingresso poderá ser impedido em casos especiais ou por determinação de comissões de controle de infecções hospitalares.

O PL ainda será analisado nas Comissões de Saúde e de Turismo e Meio Ambiente, antes de seguir para votação em plenário. 







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