queda de braço

Na Alesc, deputados repercutem saída de médicos cubanos

20 Novembro 2018 18:50:00

'Não queremos que o povo brasileiro seja atendido por profissionais incompetentes', disse deputado

Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

O anúncio da saída de profissionais cubanos do programa Mais Médicos repercutiu no plenário da Assembleia Legislativa e dividiu a opinião dos parlamentares na sessão desta terça-feira (20).

"Uma situação calamitosa, não assumiu e já está fazendo estrago com o fim do Mais Médicos, justamente a população negra e pobre dos distantes rincões e dos bairros mais pobres perderão, cerca de 250 médicos estão saindo do estado", afirmou Dirceu Dresch (PT).

Antonio Aguiar (PSD) e Serafim Venzon (PSDB), que são médicos, discordaram do colega e criticaram o programa.  "Ganhavam R$ 10 mil, mas só R$ 2,7 mil ficavam com os médicos, o resto ia para o governo cubano, era a escravidão do médico cubano aqui no Brasil", protestou Aguiar, que ponderou que o Revalida está em vigor. "Pode vir cubano, boliviano, paraguaio, mas vai fazer teste, não queremos que o povo brasileiro seja atendido por profissionais incompetentes". 

"A intenção era boa, levar mais médicos para o interior, para cidades que estavam necessitando, mas quem paga é o governo federal, não é a prefeitura. Quando o município se inscreve, está como que pedindo uma verba, é uma forma da prefeitura ter o médico no posto sem usar o orçamento deles", argumentou Venzon.  Segundo o representante de Brusque, o país tem condições de repor a mão-de-obra que está voltando para Cuba. "Temos 289 cursos de medicina, que formam até 50 médicos a cada semestre, imagine quantos médicos são formados todos os anos com potencial de ocupar essas vagas", especulou Venzon. 

Padre Pedro Baldissera (PT) defendeu o programa e lamentou pela população que ficará sem acesso ao profissional de medicina.  "Ficará uma lacuna muito forte pelo extraordinário trabalho que os médicos cubanos estavam realizando aqui em Santa Catarina e no Brasil. Deixarão muita saudade pelo trabalho sério que estavam fazendo, principalmente para as camadas mais pobres do nosso estado, que certamente vão se deparar com a falta de estrutura", vaticinou o parlamentar.



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