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Moisés quer educação ambiental para combater incêndios

Para governador, 'noção de pertencimento' deve conscientizar população e reduzir casos

Foto: Mauricio Vieira/Secom

Na manhã desta quinta-feira (12), o Corpo de Bombeiros apagou os últimos focos do incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, na Grande Florianópolis. Foram 48 horas de combate ao fogo, que destruiu a vegetação e matou animais em cerca de 800 hectares de terra. A área corresponde a menos de 1% do Parque, que tem território total de 82 mil hectares e se estende por oito municípios, mas preocupou autoridades pelo impacto ambiental e pelo risco de atingir residências próximas.

A estiagem, o lixo e o vento contribuíram para a propagação das chamas. Segundo apuração inicial da Polícia, o incêndio foi criminoso e uma investigação buscará os autores. O combate envolveu 162 pessoas entre policiais, bombeiros, defesa civil, e outros agentes de segurança.

Após perícia, o local passará por intervenção do Instituto do Meio Ambiente (IMA) para recuperação da área. Segundo o órgão, serão necessários de dois a três anos para que a natureza volte ao estado normal. Os órgãos de controle afirmam que essas ocorrências são comuns e que o Parque teve casos equivalentes em 2004, 2012 e 2016.

Em entrevista, o governador Carlos Moisés da Silva disse que aposta em educação ambiental para conter problemas semelhantes no futuro. Ele considera essa medida mais eficiente do que estabelecer um "estado policialesco" e afirmou que uma "noção de pertencimento" deve conscientizar população e reduzir casos.

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