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Eu não vejo nenhum afastamento do governo federal, diz Moisés

Governador deve permanecer no PSL mesmo com saída de Bolsonaro, mas na Alesc o movimento é oposto

"A minha responsabilidade é com o eleitor de Santa Catarina e não tenho nenhuma razão para deixar a agremiação"

O governador Carlos Moisés da Silva disse nessa terça-feira (12) que não vê afastamento do governo do Estado com o governo federal. "O presidente veio duas vezes. Os ministros estão aí praticamente todos os meses fazendo entregas. Eu não vejo nenhum afastamento. Não sei se tem mais fake news ou fatos concretos", disse. A declaração aconteceu horas antes do anúncio oficial da saída de Jair Bolsonaro do PSL. 

Moisés deve permanecer no partido. "Enquanto nós formos bem recebidos na agremiação, PSL, que nos trouxe até aqui, não há razão nenhuma para o governador sair deste partido", disse. "A minha responsabilidade é com o eleitor de Santa Catarina e não tenho nenhuma razão para deixar a agremiação". 

Apesar da permanência, Moisés minimizou polêmicas. "Nosso governo caminha junto com o governo federal. Estamos adotando várias medidas na mesma linha. As nossas ações são alinhadas com o governo federal. O governo caminha integrado", afirmou. Ele cita o exemplo da redução de incentivos fiscais, proposta pelo Planalto na semana passada e adotada em Santa Catarina desde o início da gestão. 

Na semana passada, o governador havia dito que não tinha conversado sobre o tema com Bolsonaro. "As vezes eu conversei com ele nunca abordei partido. Mas a minha a posição é em a agremiação me desejando, eu não saio dela", disse. "Eu estou no PSL, fico no PSL."


Parlamento

Apesar da permanência de Moisés, a bancada federal e estadual deve ter mudanças. No âmbito federal, os deputados Daniel Freitas, Coronel Armando e Caroline De Toni participaram da reunião em que Bolsonaro anunciou a saída e podem migrar. O deputado Fábio Schiochet, que é presidente estadual do PSL, tende a ficar. 

Na Alesc, o grupo que já havia mostrado resistência a Moisés deve acompanhar o presidente. A tendência é que saiam do partido os deputados Ana Caroline Campagnolo, Sargento Lima, Jessé Lopes e Felipe Estevão. O deputado Coronel Mocellin, que é da base de apoio a Moisés, também manifestou desejo de sair. O futuro de Ricardo Alba ainda é incerto. 



Grupo seleto de deputados que participou do anúncio de Bolsonaro tinha três
catarinenses: Coronel Armando, De Toni e Daniel Freitas







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