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Em reunião com Guedes, Fiesc defende agenda liberal

Encontro aconteceu no Rio de Janeiro na sexta-feira (4)

Em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, manifestou apoio à agenda liberal em curso e às reformas da previdência e tributária, além de defender a ampliação dos investimentos federais em Santa Catarina.

"Somos um estado com forte contribuição ao país, mas que tem baixo retorno da União em serviços e investimentos. Apesar de gerar a sétima arrecadação de tributos (R$ 58,7 bilhões) do País, o Estado é o 14º em recebimento de recursos federais (R$ 9,2 bilhões). Temos a quarta pior relação arrecadação versus retorno, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro", disse. O encontro foi realizado na sede do Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (4).

Aguiar convidou Guedes para vir a Santa Catarina e o ministro acenou positivamente. Na reunião, o presidente da Fiesc destacou a importância de medidas tomadas pelo governo que estão melhorando o ambiente de negócios, como a modernização das Normas Regulamentadoras (NRs), a política de redução consistente dos juros e controle da inflação. "São ações relevantes para criar um ambiente favorável ao crescimento que vai começar a aparecer em breve e, mais importante, de maneira sustentável", afirmou.

O presidente da Fiesc chamou a atenção para as deficiências na infraestrutura catarinense. "Apesar do potencial que Santa Catarina tem para se consolidar como importante plataforma logística para o Mercosul e de possuir portos modernos, a infraestrutura é o principal entrave à competitividade catarinense. Além disso, o Estado está fora do Planejamento Logístico Nacional", ressaltou.

Aguiar lembrou ainda que as concessões são o caminho para viabilizar os investimentos, considerando a limitação do Estado para fazer as obras. Contudo, destacou a necessidade de elaborar projetos e contratos bem estruturados, além de garantir a independência e a eficiência das agências reguladoras. Dessa forma, é possível ofertar bons serviços a custos adequados para o cidadão, bem como ter segurança jurídica e rentabilidade ao investidor.

Em relação à abertura da economia, Aguiar disse que a Fiesc é favorável, alertando, contudo, que é uma ação que precisa ser planejada, levando em conta os entraves estruturais enfrentados pelas empresas brasileiras, como infraestrutura, impostos e burocracia, que não existem em mesmo nível nos países com os quais as companhias competem.

"Portanto, a abertura econômica será positiva, desde que seja gradativa e implantada em paralelo à remoção dos entraves estruturais citados", disse. Ele também conversou com o ministro sobre o projeto de política industrial que o governo pretende desenvolver para o setor e quais as propostas da pasta para incrementar a indústria, segmento que gera grande volume de emprego e tributos.


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