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Deputado Julio Garcia é eleito presidente da Assembleia Legislativa

Votação unânime confirmou o acordo feito entre as bancadas partidárias em torno do nome do pessedista

Andrea Leonora / Douglas Rossi
Foto: Murici Balbinot

O deputado Julio Garcia (PSD) foi eleito, por unanimidade, o novo presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para o biênio 2019-2021. A eleição ocorreu logo após a sessão preparatória de instalação da 19ª Legislatura, quando também foram empossados os 40 deputados eleitos no último pleito. Julio Garcia foi o único candidato ao cargo, confirmando o acordo que já havia sido feito com as demais bancadas partidárias da Casa. Esta será a terceira vez que ele comandará o Parlamento estadual. 

No discurso de eleição, que durou cerca de 10 minutos, ele fez agradecimentos à família, aos correligionários, amigos e aos deputados recém-empossados. Tanto em seu discurso quanto na coletiva que concedeu à imprensa, o novo presidente da Alesc afirmou que, no que depender dele, dará condições iguais aos 40 deputados estaduais para que possam trabalhar e representar as diferentes regiões. Esta, segundo ele, será a sua principal bandeira de trabalho à frente do Poder. Garcia acrescentou que o período em que estiver na presidência não servirá de trampolim para projetos pessoais e que, tampouco, pretende "concentrar poder aqui ou acolá".

 Sobre o relacionamento com o governador Carlos Moisés, o parlamentar deu uma resposta rápida e direta: "Constituição estadual, harmonia e independência". Depois completou: "Quem tem que construir maioria é o governo. É ele que tem que tomar iniciativa. A partir de hoje, o governo certamente o fará". Segundo Garcia, depois da posse de Moisés como governador, em 1º de janeiro, não houve qualquer encontro ou conversa entre os dois. "Não procurei e não fui procurado."

Ao comentar o perfil de trabalho do governador, Garcia fez uma comparação com os dois anteriores - Raimundo Colombo (PSD) e Eduardo Moreira (MDB), que considerou mais acessíveis que o atual. Ele acredita que o que mudou foi o estilo, o que precisa ser respeitado. "Nós temos que nos preocupar não é com o estilo ou com a forma, ainda que o diálogo seja sempre necessário. Nós temos que nos preocupar é com os resultados. O governador chamou para si toda a responsabilidade quanto ao governo e nos resta torcer para dar certo. Aquilo que a Assembleia puder ajudar, vai ajudar. A minha tese é que os projetos que forem bons para Santa Catarina nós temos que aprovar; o que tiver que modificar, temos que modificar; o que tiver que ser rejeitado, temos que rejeitar. Sempre de forma harmônica e independente."

Ele também falou da reunião ocorrida na quinta-feira (31) à tarde e que selou o acordo para a composição da Mesa, formação dos blocos e representatividade nas presidências das comissões permanentes. Segundo ele, entre os 25 deputados presentes estava também o líder do governo, Coronel Onir Mocellin (PSL), que acompanhou os ajustes finais do acordo entre os partidos. Garcia explicou que o PSL não assumiu cargo na Mesa da Assembleia porque, entre 12 partidos representados na Casa, não caberia um cargo para cada um. "O PSL tem o governo todo e não fica desabrigado. A participação mais interessante no Legislativo é nas comissões, e eles vão presidir três delas, conforme determina o Regimento Interno."

Ao ser questionado sobre a possibilidade de novos concursos, a devolução de recursos (sobras) ao final do ano para o Executivo e ações para a redução de custeio, Julio Garcia respondeu que são assuntos sobre os quais precisará se aprofundar. E filosofou dizendo que "a virtude do homem público está em viver adequadamente ao seu tempo. E nós estamos vivendo um novo tempo, de preocupação com os recursos públicos, com os investimentos". Ele adiantou que fará um profundo levantamento dos dados da Casa para fazer seu planejamento de gestão, "sem pressa, sem açodamento e com muito equilíbrio."

Outro ponto que Garcia colocou no discurso e repetiu na entrevista foi em relação à velha ou nova política. Defendeu que o que existe é, simplesmente, política. Os que exercem bem, de forma ética, devem ser respeitados e permanecer. O deputado considera que o momento é positivo, porque houve um recado claro da parte da população no sentido da mudança. "Política é um instrumento para promover o bem comum. Tem gente que desvia e faz a má política." Ao final da entrevista, o novo presidente da Assembleia destacou: "Sou político. Tenho orgulho de ser político. Não existe política sem político. Esse negócio de política velha, política nova e de disputar eleição dizendo que não é político é coisa de campanha. A campanha acabou. Agora nós vamos cair na real."






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