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Contra crise, Julio Garcia defende a boa política

Após instalação de CPI, presidente da Alesc reafirmou necessidade de fazer política para as pessoas

Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL

A volta das sessões presenciais da Assembleia Legislativa na última terça-feira (5) foi marcada por dois episódios significativos. O primeiro foi a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a compra de respiradores pelo governo do Estado. O segundo foi o pronunciamento do presidente da Casa, deputado Julio Garcia (PSD), sobre a importância da política no enfrentamento da pandemia de Covid-19.

A CPI, que teve adesão inédita entre os parlamentares, será presidida pelo deputado Sargento Lima (PSL). O relator será o proponente da CPI e líder de oposição ao governo, Ivan Naatz (PL). A Comissão terá 120 dias para apurar o caso dos ventiladores, mas Naatz manifestou o desejo de apresentar os resultados bem mais cedo.

"Há uma série de irregularidades e suspeitas de fraude nesta operação com o dinheiro público e com dispensa de licitação que precisam ser esclarecidas para a sociedade catarinense", afirmou o deputado.

O caso gerou conflito entre os poderes. Além disso, já havia o desconforto entre os parlamentares desde o abandono do representante da Assembleia no grupo de gestão de crise do Executivo, deputado Valdir Cobalchini (MDB), por falta de diálogo.

No retorno parcial do Parlamento às atividades presenciais, Garcia destacou o momento difícil enfrentado pelo Estado e pelo país. Lembrou que, além da crise provocada pelo Coronavírus, o Brasil passa por turbulência política que, em sua opinião, se originou nas eleições de 2018, quando o bordão 'nova política' foi incorporado por boa parte dos eleitos naquela ocasião.

O parlamentar sempre criticou o bordão. Para ele, não há separação entre velha e nova política. Há, sim, a boa política, que deve ser exercida sempre, especialmente para superar os momentos de crise. "Tinha convicção do que defendia e preocupava-me que esse 'bordão' tivesse vida longa. Felizmente me enganei. Mas reconheço, também, que meus argumentos não foram os mais eloquentes", disse, durante o discurso.

"Me agrada a [definição] que diz: 'Política é a arte de fazer o bem'. Às causas, às instituições, às pessoas, de modo especial àquelas que mais precisam das ações políticas. Não à politicagem. Sim à política. Nem nova, nem velha. À política", acrescentou.

Ele também reiterou a importância de seguir orientações sanitárias e agradeceu aos deputados e servidores da Casa pela colaboração nas atividades realizadas remotamente. 


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