queda de braço

Assembleia Legislativa aprova pedido de afastamento do secretário da Saúde

Requerimento tem base em documentos que comprovam a ciência de André Motta Ribeiro na compra dos 200 respiradores

Foto: Reprodução

O plenário da Assembleia Legislativa de SC (Alesc) aprovou na tarde desta quarta-feira (20) um requerimento pedindo o afastamento do atual secretário de Saúde do Estado, André Motta Ribeiro. O pedido é baseado em documentos apresentados pelo deputado Milton Hobus (PSD) que apontam para a ciência de Ribeiro sobre a compra dos 200 respiradores da Veigamed. A Casa havia aprovado requerimento semelhante em 29 de abril, quando o secretário era Helton de Souza Zeferino, pelo mesmo motivo.  

No plenário, Hobus mostrou dois documentos. O primeiro é um documento interno da Secretaria de Saúde do dia 26 de março em que Ribeiro assina um pedido de compra de respiradores da empresa Brazilian Trading Importadora e Exportadora Eireli, de Joinville. 

"Aí o primeiro crime. Um secretário adjunto à época pedindo a compra e indicando uma empresa e de quem comprar. E todos nós soubemos depois que essa empresa só não vendeu porque alguém ligou pedindo uma propina de R$ 3 milhões e ela abdicou do negócio", disse. 

O segundo documento é um ofício da empresa Exxomed datado de 2 de abril e que foi encaminhado ao então secretário adjunto. No texto, o representante da empresa informa que a Veigamed não tem autorização para a compra, uma vez que a Exxomed possui exclusividade na importação do respirador em questão. O documento foi recebido no mesmo dia em que o pagamento de R$ 33 milhões foi realizado. 

"Esse documento é muito grave porque o atual secretário, doutor André Motta, recebeu este documento, foi avisado que a empresa não iria fornecer os ventiladores e mesmo assim o pagamento foi feito. Depois, nenhuma medida foi tomada", afirmou Hobus.  

"Esse pedido de afastamento seria mais oportuno depois de ouvi-lo na CPI. E eu falo isso porque muitos servidores se comprometeram neste processo, mas nem todos com o efetivo ato corruptório", defendeu a líder de governo Paulinha (PDT). 

Por acordo dos deputados, o requerimento foi assinado pela Comissão Especial que analisa os gastos do Executivo durante a pandemia. A proposição foi aprovada por unanimidade na Comissão e no plenário teve 29 votos - 26 sim e três abstenções. 



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