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Alcatraz: Denúncias são abusivas e ineptas, diz Julio Garcia

Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL

O presidente da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), deputado Julio Garcia (PSD), quebrou o silêncio nesta terça-feira (6) e falou sobre seu envolvimento na Operação Alcatraz, conduzida pelo Ministério Público Federal. Garcia usou o tempo do partido em meio à sessão ordinária para dizer que as denúncias apresentadas contra ele não têm provas e têm uso político, com a finalidade de atingi-lo pessoalmente. 

"Sou detentor de uma carreira política reta e ilibada, não havendo qualquer ato ao longo de 40 anos de vida pública que possa me envergonhar. E não foram poucos os cargos que eu ocupei", disse. "Fui diretor do Banco do Estado de Santa Catarina, fui presidente da Casan, fui presidente do Badesc, fui presidente da Alesc três vezes e nenhuma licitação mereceu qualquer reparo e não respondi nenhum processo", acrescentou. 

Garcia citou casos recentes de atuações polêmicas do MPF. Entre elas uma operação contra fraude de médicos ao SUS, a ação que envolveu a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e resultou na morte do ex-reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, e a investigação contra o prefeito da Capital, Gean Loureiro (DEM), que foi arquivada recentemente. Os casos foram usados como exemplos de operações muito alardeadas, e pouco efetivas. 

O presidente da Alesc disse ainda que se sentiu compelido a dar explicações após a apresentação da segunda denúncia. Em tom firme, disse que a atuação dos investigadores é "irresponsável", "pessoal" e que mostra a "frustração da operação" e a vontade de "espetáculo às custas da reputação alheia". 

"A investigação e a operação, ainda que seja realizada pelo respeitoso Ministério Público Federal, não pode ser considerada como de toda verdadeira e muito menos uma sentença", disse. "Fui vítima de procedimentos ilegais, o que, para meus advogados, representa violação de direitos constitucionais. Passei a amargar duas denúncias abusivas e ineptas, porque despidas de indícios sérios que as justifiquem", complementou. 

Garcia citou, inclusive, o processo de impeachment que corre contra o governador Carlos Moisés da Silva e a vice Daniela Reinehr e que poderia beneficiá-lo. "[A operação] teve o propósito não republicano de me comprometer por quanto me encontro na ordem de sucessão caso haja, e não depende apenas da Assembleia Legislativa, o afastamento do governador e da vice-governadora". 

Em outro momento, o deputado criticou o trabalho da imprensa em edições tendenciosas e o vazamento de informações em meio a sigilo de Justiça. 




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