entrevista

A expectativa é muito boa, e de crescimento, diz presidente da Acats

30 Novembro 2018 00:05:00

Empossado para o mandato 2018-2020, Paulo Cesar Lopes falou sobre os desafios do setor de supermercados. Segundo ele, comércio está otimista com novo governo

Foto: Divulgação
Empossada a Diretoria para o biênio 2018-2020

Na noite desta sexta-feira (30), o empresário Paulo Cesar Lopes tomou posse para mais um mandato como presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats). Além dele, assumiram os nomes da nova diretoria executiva da entidade. O mandato vai até 2020. 

Durante o evento, Lopes disse que o associativismo é essencial para os supermercados, já que ele une empresas com demandas semelhantes. Além disso, o empresário de Blumenau falou sobre a necessidade dos supermercados se adequarem à nova realidade tecnológica. Ele concedeu entrevista exclusiva à Agência Adjori de Jornalismo:

Rede Catarinense de Notícias - Quais são as prioridades da próxima gestão à frente da Acats?

Lopes - Nós estamos de casa nova. Na próxima semana, a gente inaugura a nossa casa nova, que vai dar um novo patamar para a Acats para receber os nossos associados, para fazer eventos. O desafio é continuar o trabalho, que a gente consiga crescer o número de associados. Nós temos muito para crescer. Nós temos em torno de 4 mil supermercados no Estado e apenas 1,3 mil é associado. Então, tem um campo grande para crescer. Outro desafio grande é fazer com que os mercadistas associados participem das nossas atividades, dos nossos trabalhos, nossos projetos. Como o supermercado de lixo zero, programa de eficiência energética, que é importantíssimo, programa de rastreabilidade de alimentos. E um programa que nós fizemos agora por último que é o Cadastro 100%, que é a uniformização dos cadastros, a padronização dos cadastros, inclusive já estamos elevando a nível nacional. Hoje, cada empresa tem o seu cadastro, feito empresa por empresa, e isso dá um trabalho muito grande. Então tem um plataforma em que o cadastro é buscado de forma automática, que é um projeto muito grande e era um pleito do setor supermercadista. Enfim, continuar o trabalho. Levar o conhecimento ao nosso associado. Eu sempre digo que função de associação é levar conhecimento para o associado. E nós estamos vivendo um período de mudança muito grande: o consumidor esta muito mais informado, mas ligado nas tendências. Então todas as tecnologias que nós pudermos usar, tem que estar sendo levado para os associados. Eles precisam saber dessas tecnologias para que possam aplicar nas suas atividades.

RCN - Como está a presença da associação no interior, em cidades pequenas e médias?

Lopes - Nós atuamos em todo o Estado. Nós temos dez regionais, divididas nas macroregiões do Estado. Então eu acho que a representatividade está muito boa. Eu falei que pode crescer ainda mais, principalmente no interior, porque nas grandes cidades estão as grandes redes. E cidades pequenas têm redes regionais. E justamente elas precisam do associativismo, elas precisam de todo esse conhecimento que a Acats tem e pode levar para elas. É uma preocupação nossa. Nós temos hoje um colaborador atuando na rua, levando esse conhecimento para eles, tentando buscar novos associados. O grande desafio é fazer com que eles participem. Todos sabem a importância disso, mas nem todos pensam assim. As pautas são as mesmas. É incrível, a gente acha que um supermercado grande é mais fácil, não é. As dificuldades são exatamente as mesmas. Aquelas dificuldades do dia a dia, acontece com o pequeno, acontece com o médio. Até porque as leis que nos regem são as mesmas. E o supermercado tem uma particularidade. Segundo a Vigilância Sanitária, é o segundo mercado mais regulado do Estado. Primeiro é a saúde, entra hospitais, farmácias e tudo mais. E segundo o supermercado, justamente porque nós lidamos com alimento e que interfere diretamente na saúde da comunidade. E é por isso que a entidade tem que estar atenta a todas essas leis que surgem e que ela possa defender os interesses dos seus associados. 

RCN - Pesquisas recentes apontam aumento da confiança dos empresários do comércio após as eleições. O clima de incerteza foi embora. Isso aconteceu também no setor de supermercados?

Lopes - Com certeza. Eu faço parte da diretoria da Abras [Associação Brasileira de Supermercados] e faço parte de um grupo de trabalho lá, então estou em constante ligação com empresários de todo o país, participo de feiras e eventos em outros estados e está todo mundo muito otimista com a vinda desse novo governo. Acho que a esperança está renovada. A expectativa é muito boa, e de crescimento. As empresas vão investir. Projetos que estavam na gaveta vão sair. Então, o setor está bastante esperançoso e bastante otimista.

RCN - Como o senhor avalia o ano de 2018, um ano com greve dos caminhoneiros, Copa do Mundo, e eleições?

Lopes - Justamente porque nós vivíamos em um momento de muita incerteza. Insegurança jurídica, insegurança política. A crise política é que na verdade afetou a economia. A crise era econômica, mas em virtude da crise política. Agora, com tudo o que houve, realmente mudou muito. E isso a gente pode estender até o nosso Estado. Essa esperança foi renovada e por isso que as pessoas estão esperançosas. Greve dos caminhoneiros foi decorrente de problema político, foi avisado e ninguém tomou providência. A gente sabe do enfraquecimento do governo atual e tudo que aconteceu, todas as denúncias. E ele perdeu realmente o poder de negociar, e isso prejudicou todos os setores e toda a economia. Então, agora não. Com a entrada do novo presidente, com a equipe econômica que ele escolheu, os ministros que foram escolhidos, o mercado todo vem apoiando. Por isso vem esse otimismo.



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