coronavírus

Vamos respeitar as orientações técnicas, diz Carmen Zanotto

Nova secretária da Saúde evitou falar sobre regras de um novo decreto, mas sinalizou pela continuidade do trabalho feito até então

Foto: Murici Balbinot

A nova secretária de Estado da Saúde de Santa Catarina, Carmen Zanotto, cumpriu agenda junto à governadora interina Daniela Reinehr nesta quinta-feira (1º), seu primeiro dia oficialmente no cargo. As duas visitaram as instalações da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em São José, na Grande Florianópolis, para acompanhar o estoque de vacinas contra a Covid-19, que recebeu o reforço de mais 300 mil doses pela manhã.

Após o encontro, a secretária falou com a imprensa e afirmou que a pasta vai "respeitar critérios técnicos" na tomada de decisões e que ainda não há definição sobre as regras para um novo decreto restritivo em Santa Catarina. Ela também evitou falar sobre medidas restritivas específicas e defendeu que seja implementado "aquilo que já vinha sendo feito". 

As regras para o novo decreto serão definidas em reunião do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), que ocorrerá neste sábado (3). O decreto vigente, assinado pelo governador Carlos Moisés da Silva, tem validade até a próxima terça-feira (5). "Já temos as medidas restritivas. Temos que evitar as medidas proibitivas. A ideia é não fechar", disse Daniela. 

A secretária não confirmou novas restrições, ou se manterá o atual regramento, mas disse que a pasta vai ouvir a equipe técnica e os diversos atores no combate à pandemia. Segundo ela, "não dá para acreditar que só existe uma verdade - a nossa verdade - no combate à pandemia" e "não dá para ter uma regra única".

Nenhuma das duas foi taxativa em descartar medidas mais rígidas, como um lockdown por exemplo, mas endossaram que, se houver necessidade, deverá ocorrer de forma regional. Zanotto destacou o exemplo de Lages, que fechou atividades não essenciais para frear o avanço da pandemia e conseguiu bons resultados.

Além disso, a deputada federal licenciada destacou que reconhece o trabalho feito até então e que não haverá "terra arrasada", ou seja, indicou que aproveitará boa parte do trabalho deixado pelo ex-secretário André Motta Ribeiro.

Ao lado da nova secretária, a governadora interina endossou as palavras da saúde. De máscara, Daniela pediu para os catarinenses manterem os hábitos preventivos como distanciamento social e higiene, e pediu para que os sintomáticos procurem o sistema de saúde o mais rápido possível. Ela também anunciou que a destinação de 500 policiais militares somente para fiscalização das medidas da Covid será prorrogada.



Vacinas

A nova secretária cobrou agilidade na vacinação e disse que a imunização será a principal saída para redução de casos e óbitos no que chamou de pior momento da pandemia em Santa Catarina. Segundo ela, o atual cenário do Estado, com recorde de mortes e lotação de UTIs, foi decisivo para aceitar o convite de comandar a pasta. 

 "Com as vacinas, nós vamos evitar casos graves [...] É o momento de pensarmos na vida. Precisamos vacinar, vacinar, vacinar", disse. "Se faltar vacina em Santa Catarina, é porque aplicamos tudo o que chegou", complementou.

Zanotto destacou a recente decisão do Ministério da Saúde de utilizar todas as doses enviadas, e não mais reservar 50% para a segunda aplicação. Isso é possível porque há previsão de o Estado receber os lotes de vacinas com mais regularidade daqui para frente, e permite acelerar a imunização. 

A nova secretária reafirmou a ordem de vacinação do Plano Nacional de Imunização (PNI) e defendeu a "busca ativa" dos grupos prioritários.




Reinehr e Zanotto, no depósito da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em São José, onde as vacinas estão armazenadas. Foto: Murici Balbinot









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