Investimento

SCGÁS deve investir R$ 410 milhões em infraestrutura nos próximos cinco anos

Com isso o consumo médio de gás natural no Estado deve passar de 2 milhões para 2,4 milhões de m³/dia

Foto: Murici Balbinot

A Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) anunciou o seu plano de investimento para os próximos cinco anos. A empresa deve investir mais de R$ 410 milhões em infraestrutura até 2024 e expandir a rede de gasodutos em 386,6 km, o que representa um aumento de 32,7% da rede atual. Com isso o consumo médio de gás natural no Estado deve passar de 2 milhões para 2,4 milhões de m³/dia.

Em 2020 a empresa deve destinar R$ 58,9 milhões em infraestrutura, R$ 9 milhões a mais que neste ano e R$ 40 milhões a mais que em 2018. O investimento da SCGÁS deve aumentar anualmente até chegar a R$ 92,1 milhões em 2024.

Já a rede será ampliada em 59,9 km em 2020, 40,4 km a mais que neste ano. A expansão dos gasodutos também deve aumentar anualmente, chegando a um crescimento de 110,8 km em 2024. A Companhia espera que até o fim do contrato de concessão em 2044, a rede atenda a praticamente todo o Estado.

"As principais demandas da indústria hoje se voltam a disponibilidade e interiorização do gás natural, as definições de suprimento e transporte e a busca pelas melhores condições de competitividade. Temos conseguido dialogar com a SCGÁS para encontrar as soluções mais viáveis e vantajosas para o mercado catarinense", afirmou o presidente da Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Otmar Müller.

Os investimento são fruto do Novo Mercado de Gás, proposto pelo governo federal e que significa uma abertura comercial do mercado de petróleo e gás, suprimindo o monopólio da Petrobras sobre o setor. A expectativa da Companhia é de que o custo da tarifa diminua nos próximos anos. O prazo para a assinatura dos novos contratos é janeiro de 2020.

"A maior parcela da tarifa do gás natural é composta pelo preço da molécula e, consequentemente, ela é a que mais influencia no preço pago pelos consumidores. Concentrando esforços para reduzir, principalmente, o valor desta parcela, os resultados finais serão expressivamente melhores para o mercado de gás natural nacional e catarinense", explicou o presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl.








Ampliação

No início deste mês, o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, anunciou que o governo federal autorizou a instalação de um terminal de GNL na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. O terminal, projetado pela empresa norueguesa Golar Power, pode quintuplicar a oferta no Estado, já que receberá cargas do insumo via navios com possibilidade de importação do mundo todo.

Além disso, a instalação gera um bônus de arrecadação de impostos. "Todos os dias o Estado deixa R$ 300 mil em ICMS para o Estado do Mato Grosso do Sul. Com o terminal, poderemos virar exportadores do gás, e não importadores", disse Aguiar. A perda acontece porque o gasoduto entra no Brasil pelo Mato Grosso do Sul, vindo da Bolívia. Com a alteração, o valor pode ficar nos cofres do Estado.












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