Santa Catarina

Procura de mulheres por cursos de TI no Senai aumenta 40%

Mesmo com o crescimento, matrículas femininas representam apenas 20% do total

Foto: Rafa Von Zuben/Divulgação
Carla de Bona participou do Business&Tech Women´s Network em outubro

A busca de mulheres por cursos técnicos da área tecnologia da informação (TI) no Senai de Santa Catarina aumentou 40% em um ano. No total, foram 366 matrículas em cursos como de desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e informática no ano de 2018, contra 262 no ano anterior. Mesmo com o aumento, as matriculas de mulheres em cursos TI ainda representam apenas 20% do total registrado em 2018.

A egressa do Senai de Criciúma Carla Marangoni de Bona tem acompanhado de perto o aumento do interesse das mulheres pela área de TI. Hoje professora de MBA e especialista em experiência do usuário, Carla começou a carreira profissional com um curso técnico em design no Senai e decidiu embarcar no universo de TI. Ela acredita que aumentar a representatividade feminina no setor de tecnologia contribui para a busca de novas alternativas e novos produtos para o mercado.

"Precisamos desenvolver soluções que atendam a todas as pessoas. Portanto, trazer mais diversidade contribui para novas perspectivas para o surgimento de inovações", afirmou. Em outubro, a ex-aluna do Senai participou do Business&Tech Women´s Network, no Rio de Janeiro, evento que debateu os desafios enfrentados pelas mulheres para ingressar no mundo das inovações.

Em 2007, ela foi a primeira brasileira a subir no pódio da WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo, conquistando a prata na modalidade Webdesign. Desde então, atua pela maior participação das mulheres na tecnologia, sendo uma das fundadoras da Reprograma, iniciativa que oferece capacitação para atuação feminina no desenvolvimento de sistemas. 

Para Joana Keller, que concluiu neste ano o curso técnico de desenvolvimento de sistemas no Senai de Florianópolis, apesar do interesse das mulheres pela área tecnológica, o incentivo para que elas ingressem e permaneçam no setor passa por uma questão cultural. "Elas ainda enfrentam certa resistência e muitas acabam desistindo. As pessoas precisam respeitar o trabalho das mulheres, ter empatia e respeitar as diferenças", disse.

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