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Pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles passarão por nova avaliação

Governo do Estado vai lançar edital de contratação de empresa especializada na semana que vem. Manutenção atual não contempla a demanda total

Foto: Divulgação

Na próxima semana, o governo do Estado vai lançar um edital para contratação de empresa com dispensa de licitação a fim de avaliar a necessidade de novas intervenções nas pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, em Florianópolis. A Secretaria de Estado da Infraestrutura identificou que as atuais obras de manutenção não contemplam a real necessidade de reparo nas estruturas.  

A pasta divulgou nesta quarta-feira (20) imagens de seis blocos - três em cada ponte - que estão em estado de deterioração mais avançado. São 16 blocos por ponte; os outros estão em melhores condições.

Apesar da avaliação inicial, o objetivo é fazer um pente-fino nas estruturas para entender qual a real demanda por manutenção. Segundo a própria secretaria, não há no governo capacidade técnica de realizar essa verificação.

A projeção é de que o laudo de avaliação e o projeto de recuperação custe R$ 900 mil. O valor destinado para a manutenção em si depende do laudo, mas o governador Carlos Moisés da Silva disse que o investimento "será prioridade". 

"O objetivo é dar transparência. O governo já faz uma intervenção ali de um contrato anterior, de 2016. A gente está observando que na parte estrutural precisa de uma intervenção que não foi contemplada no primeiro contrato", disse Moisés. 




O problema se concentra nos blocos, que fazem a transferência de carga dos pilares acima da lâmina d'água, para as estacas submersas. O problema, segunda a Secretaria, é que a estrutura sofre com a interferência do ar e da água, de acordo com a maré. 

"O governo precisa fazer um laudo mais específico do quão danosa foi essa exposição às intempéries, especialmente água salgada e o ar. A gente pode observar que há um processo que não mudou nos últimos cinco ou três meses. É um processo de deterioração longo e infere o governo de que não há risco imediato ou eminente. O risco é de não interferirmos ao longo do tempo", afirmou. 

O laudo deve ficar pronto em até 30 dias. 


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