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Opositores levantam suspeição ao processo eleitoral da Facisc

Foto: Divulgação

Inconformados com o atual processo eleitoral da Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc), um grupo de associados convocou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para 16 de outubro a fim de questionar o pleito. A disputa interna no processo eleitoral, que já vinha acontecendo desde a homologação das chapas, aumentou nesta semana, às vésperas da votação - prevista para sexta-feira (18).

O problema iniciou com a não homologação de uma chapa de oposição. Com a negativa do comitê eleitoral, apenas uma chapa foi registrada, liderada pelo empresário Sérgio Rodrigues Alves e que tem apoio da atual gestão. A oposição apresentou recursos, mas não conseguiu viabilizar a chapa.

Segundo o presidente da entidade, Jonny Zulauf, a votação está mantida nos moldes atuais. "Será sexta-feira. Não tem porque mudar. Está dentro dos procedimentos claros, transparentes, anunciados com muita antecedência", disse.

"O presidente Jonny, se desejasse o bem do sistema, já teria suspendido essa eleição. Ele está protelando e desrespeitando as ACIs [Associações Comerciais e Industriais] do Estado e impedindo que o processo tenha uma condução democrática", afirmou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), Rodrigo Rossoni.

Segundo ele, Zulauf está interferindo diretamente na comissão eleitoral. "Quando o estatuto é desrespeitado pelo atual presidente, nós não podemos nos calar. Por isso que nós estamos fazendo AGE, para que os presidentes possam decidir", complementou. O edital de chamamento da AGE é assinado por 27 ACIs.

Segundo o presidente da ACIF, as respostas recebidas pela chapa foram assinadas por Zulauf e o recurso foi ignorado por decisão do atual presidente.

Ele se defende. "O que houve é uma tentativa de registro de uma chapa liderada por um cidadão que não é presidente da ACIF, e tentou registrar uma chapa incompleta. Eu soube depois que o comitê eleitoral negou, porque não estava completa", disse.

"A regra está estabelecida. Por que vai abrir uma exceção para uma ala dissidente, que nunca aparece lá, que nunca esteve lá, que não participa. São tão alheios que não sabem sequer cumprir as regras do estatuto. Não é comigo, é o comitê eleitoral", acrescentou Zulauf.

Rossoni diz que o grupo já tem subsídios suficientes para ingressar com um mandado de segurança na Justiça, mas vão tentar resolver o imbróglio político internamente.

Ambos negaram que a disputa possa estar prejudicando a imagem da Facisc.


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