queda de braço

Governo oferece reposição salarial de 17,5% para militares

Após negociação com categoria, Executivo cedeu e incluiu inflação de 2019 na conta do reajuste

Foto: Divulgação
No final de janeiro, grupo de militares realizou protesto pela reposição em frente ao Centro Administrativo

O grupo gestor do governo do Estado apresentou na manhã desta sexta-feira (21) uma proposta de reposição salarial de 17,5% para policiais e bombeiros militares, segundo representantes das entidades que participaram do encontro. A oferta é tratada como a posição final do Executivo após meses de negociação com a categoria. A oferta de 12,5%, oferecida em janeiro, foi considerada baixa pelos profissionais

O governo cedeu quanto ao valor. Na proposta inicial, estavam contabilizadas as inflações de 2016, 2017 e 2018, sem contar 2019, atribuído à falta de caixa do Executivo. Na nova proposta, a inflação de 2019 foi incluída para chegar aos 17,5%. A proposta é que o valor seja integrado aos subsídios dos profissionais da segurança de modo escalonado em quatro parcelas, até 2022.

Para o presidente da Associação de Praças do Estado de SC (Aprasc), João Carlos Pawlick, o valor é "satisfatório, mas não contempla a necessidade da classe". A entidade marcou para a próxima quinta-feira (27) uma assembleia geral em Florianópolis para avaliar a proposta.

"Já vínhamos há seis anos sem a reposição dos índices inflacionários no subsídio o que deu uma perda de 37% do poder de compra [...] Isso não contempla a categoria. Então a Aprasc não fechou com o governo. Quem vai decidir é o próprio associado", disse. Para ele, é preciso olhar todo o pacote de medidas, já que o governo pretende mexer em outros benefícios. 

"As associações ficaram de estudar todos os aspectos referentes à planilha financeira que foi apresentada e retornarmos aqui para darmos a resposta à Secretaria de Administração. Esperamos que a análise seja feita de forma positiva para que consigamos ter o retorno efetivo", disse o presidente da Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina (Acors), Sérgio Luís Sell, via rede social.  

O próximo encontro acontece no dia 2 de março. Nesta data as entidades envolvidas na negociação apresentarão a resposta à proposta do governo. Depois disso, o projeto precisa passar pela Assembleia Legislativa. Mesmo com o fim do acordo salarial, as negociações entre governo e categorias devem continuar ao longo de 2020 para discussão sobre mudanças nas carreiras dos militares. 

A Secretaria de Administração não comentou as propostas e disse que negocia separadamente com militares, policiais civis e peritos, de acordo com a realidade de cada categoria. No final da tarde desta sexta-feira (21), a pasta emitiu a seguinte nota:


"Negociações com categorias da Segurança Pública

Em mais uma rodada de negociações com representantes das categorias da Segurança Pública, nesta sexta-feira, 21, o Governo fez uma nova proposta aos representantes dos militares estaduais e policiais civis, que será levada à deliberação das entidades.

De acordo com o corpo técnico da secretaria da Administração, a proposta busca uma reestruturação das carreiras, visando sempre o equilíbrio entre o atendimento dos pleitos e a saúde financeira e fiscal do estado. 

Na próxima semana, serão atendidos os representantes do Instituto Geral de Perícias. 

Assessoria de Comunicação

Secretaria da Administração"



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