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Em nota, entidades apoiam regulação de vendedores ambulantes

06 Novembro 2018 18:30:00

Para os empresários, é preciso proteger o comércio formal que gera renda, emprego e impostos

Foto: Divulgação

A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), junto à Câmara de Dirigente Lojistas da Capital (CDL) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em SC (Abrasel), divulgaram nesta terça-feira (6) uma nota em apoio a medidas que regulem a permanência de vendedores ambulantes nas praias de SC. Às vésperas da temporada de verão, as entidades estão preocupadas com o desempenho do comércio formal durante o período e a concorrência desleal de alguns vendedores.

O principal argumento é a informalidade. Para os empresários, é preciso proteger o comércio formal que gera renda e emprego, e que ainda contribui com a geração de impostos. Além disso, dizem, a boa experiência do turista passa por serviços e produtos de qualidade. 

"Os turistas e moradores estão cansados de conviver, no cotidiano do verão, com centenas de vendedores ambulantes os importunando na faixa de areia - muitos deles menores de idade - oferecendo produtos de origem ilegal, contrabandeados e/ou falsificados, alimentos sem a manipulação apropriada, entre outros problemas", diz um trecho da nota. 

Confira a nota na íntegra:

A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), a Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital (CDL) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em SC (Abrasel) defendem iniciativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis em reduzir o número de ambulantes nas praias da cidade na próxima temporada de verão. A medida também restringe o mix de produtos comercializados, eliminando itens que são clássicos da falsificação. 

Os turistas e moradores estão cansados de conviver, no cotidiano do verão, com centenas de vendedores ambulantes os importunando na faixa de areia - muitos deles menores de idade - oferecendo produtos de origem ilegal, contrabandeados e/ou falsificados, alimentos sem a manipulação apropriada, entre outros problemas. 

Grande parte destes vendedores sequer é de nossa cidade ou região e são explorados por intermediários que também ferem a legalidade das relações de trabalho. 

Prejudicam diretamente os comerciantes estabelecidos nos balneários, que pagam tributos e geram empregos diretos e indiretos, cuja temporada de verão é a grande chance de faturar e assegurar a sobrevivência no restante do ano.

A iniciativa da PMF coincide com bandeiras históricas das entidades - a defesa da concorrência justa e leal e do respeito às leis, em favor dos comerciantes e consumidores. As praias são territórios democráticos e de livre circulação, mas não podem se tornar uma terra de ninguém.



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