entrevista da semana

'Os deputados são qualificados. Nós precisamos ouvi-los', diz Amandio

Foto: Cristiano Estrela/Secom

Na última segunda-feira (11) assumiu o novo secretário de Estado da Casa Civil. Amandio João da Silva Junior é do Vale do Itajaí e tem origem na iniciativa privada. Inclusive, seu nome foi celebrado pelo setor produtivo.

No segundo dia de trabalho, visitou deputados, presidentes de poderes, e entrou em contato com líderes empresariais. A missão é retomar o diálogo do Executivo em meio às denúncias de irregularidades na compra dos respiradores, de mais três pedidos de impeachment, e da dissolvição da base parlamentar. 

Em entrevista à Rede Catarinense de Notícias, Amandio defendeu o governador Carlos Moisés da Silva, agradeceu o apoio do setor produtivo, e disse que trabalha por uma guinada política.


 

Rede Catarinense de Notícias - No primeiro pronunciamento, o senhor elogiou a imprensa e falou sobre reforçar o diálogo. Esse é um ponto que vem sofrendo críticas. Como reaver a imagem?

Amandio João da Silva Junior - Política e governança são feitas com gestos e ações. Nós estamos na Assembleia Legislativa justamente exercendo aquilo que nós falamos. Aumentar, ampliar muito a interlocução e o diálogo com a sociedade civil organizada, com os poderes constituídos e, neste momento, com a Assembleia de Santa Catarina. Essa passa a ser a dinâmica da Secretaria da Casa Civil para que a gente possa minimizar essas eventuais críticas com relação a um baixo nível de diálogo. Eu venho do setor produtivo, da iniciativa privada e uma das atitudes que fizemos hoje [terça, 12] foi ligar para todos os presidentes do Cofem para que a gente restabeleça e faça uma reconexão com o setor produtivo e o setor privado. 


RCN - O senhor permaneceu no governo por um ano. Que tipo de fatores fizeram chegar nesta situação? 

Amandio - A minha atuação era muito específica na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, mas eu prefiro não falar do passado e olhar para o futuro. O fato é que nós efetivamente reconhecemos que precisamos ampliar um pouco a questão do diálogo, da comunicação, da interlocução, e isso vai fazer toda a diferença no trato com os poderes constituídos. Por exemplo, na Assembleia Legislativa. Os deputados são deputados qualificados. Nós precisamos ouvi-los, executar políticas públicas linkados também com a Alesc e eu penso que olhando para o futuro e superando as questões pandêmicas que nos atrapalham e atrapalham demais a gestão pública, nós vamos muito em breve sair dessa situação difícil que nós nos encontramos hoje. 


RCN - Mas esses problemas de diálogo, de base parlamentar dissolvida, são um passivo do presente. Como que se pode lidar com essa situação?

Amandio - Fazendo exatamente o que estou fazendo na Assembleia Legislativa. Vim aqui conversar com as lideranças, com presidente Julio Garcia, entender o motivo pelo qual houve e há esse desgaste, essa forma que nós estamos verificando que a base parlamentar acaba diminuindo. Eu não diria que saio feliz, mas saio consciente do papel que nós temos que executar para restabelecer a normalidade da relação do poder Executivo com o poder Legislativo. Diante desses enormes desafios que nós temos, eu penso que muito em breve, através de gestos que nós estamos fazendo, da forma como nós estamos repensando a questão do governo nós vamos conquistar de novo a confiança dos deputados e da sociedade, e que já nos apoia em altíssimo número. Importante dizer que o governador é um homem íntegro, da mais alta retidão e que precisa e goza na sociedade, no seu colegiado, e no funcionalismo público de muito prestígio. Esses fatos que eventualmente estão acontecendo estão sendo tratados nas suas devidas searas e o governo tem dado todo o apoio para que tudo seja investigado. 


RCN - Como foi a recepção dos presidentes das federações e dos deputados? 

Amandio - Não posso fazer diretamente essa avaliação porque eu poderia estar cometendo um erro, acho que eles podem falar melhor. Eu fiquei muito feliz de ter recebido apoio maciço do setor produtivo de Santa Catarina com a apresentação do nosso nome, e não apenas do nome mas do projeto que pretendemos fazer junto com o governador Carlos Moisés e os secretários. A receptividade dentro do governo foi muito positiva. Diante disso, eu espero que a gente possa exercer isso com muita velocidade, com muita urgência para dar uma guinada e dar uma transformada neste momento de dificuldade e começar a trazer a comunicar boas notícias, porque nós temos boas notícias para dar.

 

 




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