coronavírus

'Começamos a ver sinais positivos'

Para o presidente da Comissão de Saúde da Alesc, deputado Neodi Saretta, exemplo da China traz otimismo

Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL/Arquivo

Neodi Saretta é presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Na semana passada, a Comissão divulgou uma nota apoiando as medidas do governo e pedindo medidas de compensação financeira.

Para ele, a principal preocupação é quanto à sobrecarga do sistema de saúde, principalmente com lotação de hospitais, falta de respiradores e de recursos. Veja entrevista completa com o parlamentar: 


Rede Catarinense de Notícias - Qual é sua análise do quadro geral do Coronavírus em Santa Catarina?

Neodi Saretta - A situação é preocupante. Não só no Estado, mas o mundo afora mostrou isso. Por isso a importância de que as medidas e recomendações dos órgãos de saúde sejam seguidas com rigor. Há uma situação que em um primeiro momento assusta, mas por um outro lado a gente começa a ver alguns sinais positivos vindo de fora, como a diminuição dos casos na China, medicamentos que estão sendo testados. Isso dá uma luz no fim do túnel, mas não significa que não devemos fazer a nossa parte. As medidas que estão sendo tomadas são importantes, são necessárias. A gente tem preocupação em relação a sobrecarga dos hospitais, dos órgãos de saúde, de ter mais respiradores. Mas acredito que o esforço conjunto que está sendo feito vai resultar no sentido de dar a volta por cima nessa pandemia. Alguns países estão conseguindo reverter e nós também vamos conseguir, com certeza. 


RCN - O governo decretou emergência e fez uma escalada de restrição social. Como o senhor vê as ações do Estado?

Saretta - Sim, eu acho que é importante neste momento apoiar essas medidas que são ditadas pelos órgãos de saúde. O governo está seguindo essas recomendações. Inclusive nós da Comissão de Saúde largamos uma nota no sentido de apoiar as medidas e de recomendar de que a comunidade colabore. Ao mesmo tempo, novas ações vão sendo determinadas à medida que vem orientações da área técnica e à medida que vai sendo analisada a evolução dos casos. O aumento das confirmações mostra que as medias são necessárias e o que a gente espera é que, com essas medidas, possa haver uma reversão no curto prazo. 


RCN - Na nota, a Comissão fala sobre proteção às famílias que serão prejudicadas.

Saretta - Há um estudo nesta área de compensação econômica para as pessoas que ficarem sem renda, os estabelecimentos que vão ter dificuldade de se manter. É um esforço conjunto que o governo e a sociedade devem fazer. O governo tem, na medida do possível, tomado ações. A prioridade é a questão da saúde, mas as medidas compensatórias para garantir que as ações da saúde possam permanecer são importantes. As medidas compensatórias vão fazer a manutenção dos empregos. 


RCN - Além das medidas do Estado, também há ações federais. Como o senhor avalia as decisões de Brasília?

Saretta - Eu vejo que os estados estão agindo com mais rapidez. A gente vê mais comando. A nível nacional deixou a desejar a questão da presidência, mas esse momento é um momento de união de esforços. Acho que nos estados as medidas estão sendo tomadas. O Ministério da Saúde também tomou uma série de ações neste sentido, mas algumas questões nacionais não foram o ideal do encaminhamento. Mas não é momento para críticas, e sim para união de esforços. 


RCN - O senhor como presidente da Comissão conhece bastante da estrutura da saúde de Santa Catarina. Como ela pode dar resposta à crise?

Saretta - Para uma crise como essa, ela vai precisar de muito reforço. A questão de respiradores é uma grande demanda, assim como mais leitos de UTI, que causa uma preocupação grande. Existe a possibilidade do governo criar hospitais de campanha, emergenciais. São necessárias ações para não sobrecarregar o sistema, principalmente porque daqui a pouco vem o inverno, não só pela Covid-19, mas também a gripe. Tem também a campanha da vacinação que é importante. Vai precisar de reforço realmente, principalmente de mais investimentos e auxílio a muitos hospitais que estão comprando novos equipamentos, com recurso extra também para hospitais filantrópicos da rede privada poder ajudar mais. 


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