indústria têxtil

Sebrae realizou estudo inédito sobre o setor de moda em SC

Estado é o segundo maior polo têxtil e de confecção do país. Segmento cresceu 6,1% em 2018 e é responsável por 21,8% dos empregos da indústria

Foto: Divulgação

O setor de moda movimenta grandes cifras em todo o mundo. O mercado global alcançou o valor de US$ 1,7 trilhão em 2017 e deve apresentar mais 2% de crescimento até 2022. No Brasil, o ramo têxtil e de confecção faturou US$ 51,58 bilhões no mesmo ano. O setor também é um dos mais representativos de Santa Catarina, sendo responsável por 18,5% dos estabelecimentos industriais.

Por isso, o Sebrae elaborou um estudo inédito que aborda com profundidade a indústria têxtil e o segmento de confecção no Estado. O material oferece um panorama abrangente do segmento, analisando como ele contribui para o crescimento da economia catarinense. O principal diferencial é a investigação de cenários futuros.

De acordo com a Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o Brasil possui a maior cadeia têxtil completa do Ocidente. Ela abrange desde a produção da matéria-prima, sua transformação em tecido, a confecção de vestuário, acessórios e outros itens até a comercialização para o consumidor final.

Em Santa Catarina

O segmento de vestuário é bastante representativo no Estado, respondendo por 18,8% dos empreendimentos industriais e por 21,8% dos empregos na indústria. A produção neste segmento cresceu 6,1% em 2018. Além disso, Santa Catarina é hoje o segundo maior polo têxtil e de confecção do país - com 13,83% das empresas - atrás de São Paulo.

Em relação às vendas industriais, segundo relatório da Fiesc, das 13 atividades que experimentaram crescimento de outubro de 2017 a outubro de 2018, a área de vestuário e acessórios teve o terceiro melhor desempenho (20,9%), atrás apenas de produtos alimentícios (34,9%) e produtos de metal (25,5%).

De acordo com os dados mais recentes, Santa Catarina concentrava 7.411 empresas de vestuário e acessórios em 2017 - a maioria localizada na região do Vale do Itajaí. A maior parte dos empreendimentos é formada por micro e pequenas empresas (somando 88,4% dos estabelecimentos).

Comportamento

O consumidor de moda exerce grande influência sobre o processo de confecção de vestuário. Afinal, é com base nas preferências e escolhas dele que o mercado de moda pauta suas coleções. Estudar o comportamento e conhecer o estilo de vida de seu público-alvo, portanto, é fundamental para as empresas que pretendem crescer e vender cada vez mais no acirrado mercado, disputado entre marcas globais, nacionais e locais.

A consultoria McKinsey prevê que uma das maiores tendências para o futuro próximo será a preocupação com a sustentabilidade. Essa questão surgiu em decorrência da vontade dos consumidores em conhecer a origem dos produtos e da crescente conscientização das empresas em zelar por sua reputação.

Cenários futuros

O estudo analisou três cenários prováveis para o segmento de confecção até 2021: realista, otimista e pessimista. De forma geral, em todos os três a perspectiva é de retomada. O cenário realista aponta que questões relacionadas à legislação e carga tributária ficarão estagnadas, embora o mercado interno e o comportamento do consumidor apresentem reaquecimento. Como resultado, o segmento de confecção voltará a crescer, ainda que com poucos incentivos por parte do governo

O cenário otimista conta com o aumento da demanda de vestuário e melhores condições para produção. Nessa conjectura, espera-se que os aspectos regulatórios e tributários estejam a favor do empresariado brasileiro, tornando o produto nacional altamente competitivo tanto internamente quanto no mercado externo. Já no cenário pessimista, a situação político-econômica seria desfavorável, o que faria com que as legislações aplicadas ao setor não avançassem. Veja o conteúdo completo do estudo.

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