mercado de trabalho

SC segue com a menor taxa de desemprego do país

14 Novembro 2018 18:40:00

No terceiro trimestre de 2018, índice atingiu 6,2% - cerca de 236 mil pessoas

Foto: Murici Balbinot

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira (14), Santa Catarina manteve a taxa de desemprego em 6,2% no terceiro trimestre de 2018, a menor taxa do país. O número de pessoas desocupadas caiu na comparação com o mesmo período do ano passado (6,7%) e do segundo trimestre de 2018 (6,5%).

O número de trabalhadores formais com carteira assinada no setor privado chegou a 1,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre do ano. O comércio responde por 625 mil, contra 611 mil no trimestre anterior.

"Apesar do aumento do número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado em Santa Catarina - de 226 mil para 228 mil do segundo para o terceiro trimestre deste ano - também temos o maior percentual de trabalhadores formalizados do Brasil (88,4%). Portanto, a economia catarinense é robusta estruturalmente, mas ainda não se recuperou por completo da crise de 2015-2016" disse o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC), Bruno Breithaupt.

Segundo o empresário, estes resultados positivos são fruto da diversificação econômica de Santa Catarina, que permite maior mobilidade do emprego e investimentos entre os diferentes setores.

De julho a setembro, o Estado somou 3,5 milhões de pessoas empregadas, e 236 mil desempregados. O número de desempregados caiu em 21 mil entre 2017 e 2018.

O Estado também se destaca nacionalmente na taxa composta de subutilização da força de trabalho que ficou em 11,2%, também a mais baixa no Brasil. O índice cresceu em relação ao trimestre anterior (10,9%). No Brasil, a taxa chegou a 24,2% no terceiro trimestre de 2018, ou seja, 27,3 milhões de brasileiros.

A pesquisa também apurou a variação dos salários. O rendimento real médio do catarinense manteve-se estável no terceiro trimestre de 2018 na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas subiu 0,7% em comparação com o segundo trimestre de 2018. Em termos absolutos, o valor médio chegou a R$ 2.420,00.



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