mercado de trabalho

Santa Catarina registrou saldo positivo de empregos em junho

Estado criou 3,7 mil vagas no mês. Apesar do crescimento, primeiro semestre fechou com saldo negativo de 53,5 mil vagas

Foto: Murici Balbinot/Arquivo

Segundo dados do Ministério da Economia divulgados nesta terça-feira (28), Santa Catarina registrou em junho um saldo positivo de empregos formais de 3.721 vagas. O resultado corresponde à diferença entre 59.980 admissões e 56.191 desligamentos no período. Foi a primeira vez que o Estado registrou índices positivos desde o início da pandemia. 

No mês, o destaque foi para o setor de atividades administrativas e serviços complementares, que teve saldo positivo de 2.466 vagas. Na sequência, está a indústria da transformação, com saldo de 2.079 empregos. Os setores de serviços (+892), comércio (+525), e construção (+462) também tiveram saldo positivo. 

Apesar da recuperação de alguns setores, outros ainda amargam saldo negativo. É o caso dos setores de alojamento e alimentação (-1.572 vagas), educação (-368) e administração pública (-215).

Segundo o presidente da Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc), Jonny Zulauf, a situação econômica do Estado não é tão ruim como se previa e os números do emprego provam isso. 

"Nós vamos recuperar muito rapidamente. Vai ter resultado negativo no ano? Claro. O ano está perdido em termos de ganho, crescimento, mas no meio da crise até o final do ano nós vamos tirar muito [os dados negativos] para começar 2021 com boas perspectivas", disse. 


Semestre

Com os dados de junho, o primeiro semestre em Santa Catarina fechou com saldo negativo. Desde janeiro, foram fechados 53.592 postos de trabalho, o que representa uma redução de 2,58% no total de vagas formais, com carteira assinada. O saldo negativo é resultado de 513.275 demissões e 459.683 admissões. 

O Estado tinha 2,07 milhões de vagas formais em janeiro e agora tem 2,02 milhões. 


País

O Brasil encerrou junho com saldo negativo de 10,9 mil vagas de emprego. O destaque negativo ficou com o setor de serviços (-44 mil vagas). Em seguida, estão comércio (-16 mil) e indústria (-3,5 mil).

Quem cresceu e compensou parcialmente as perdas foi o setor agropecuário (+36 mil vagas) e o setor de construção (+17 mil).

No primeiro semestre, o saldo nacional é negativo em 1,19 milhão de postos de trabalho. A redução corresponde a 3% do estoque de empregos antes da pandemia. 









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