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Renda baixa impede 47% dos brasileiros de guardarem dinheiro

Entre aqueles que conseguiram poupar, a média foi de R$ 453,73

Foto: Murici Balbinot/ Arquivo
40% dos que possuem reserva financeira tiveram de sacar recursos em setembro

Uma pesquisa nacional realizada no último mês de setembro apontou que apenas 21% dos consumidores brasileiros conseguiram poupar alguma parte do salário. A baixa renda foi o principal motivo para 47% daqueles que não conseguiram guardar dinheiro, seguido pelos imprevistos, com 17%; 15% aponta dificuldade para controlar os gastos.

Entre os que poupam habitualmente, 52% querem se proteger contra imprevistos, 37% pretende garantir um futuro melhor para sua família e 17% tem a intenção de abrir um próprio negócio. Em média, cada poupador conseguiu juntar R$ 453,73 em setembro. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Outro dado apontado pelo levantamento é que 40% dos brasileiros que possuem reserva financeira tiveram que sacar ao menos parte desses recursos no último mês de setembro. Dos que precisaram utilizar o dinheiro guardado, 15% precisaram para pagar contas, 11% foram surpreendidos com imprevistos e 10% direcionaram para saldar dívidas em atraso.

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, explica que é importante para quem poupa dinheiro manter reservas para diferentes situações. "O recomendável é que os poupadores tenham distintas reservas. Uma para imprevistos, em que ele consiga resgatar esse montante a qualquer momento e outras específicas para cada objetivo, como realizar um sonho de consumo e também para a aposentadoria. Dessa forma, sonhos não são interrompidos quando houver uma emergência", afirma.

Daqueles que conseguem economizar dinheiro, 63% investe em único produto financeiro, enquanto 21% opta por guardar dinheiro, mas preferem não investir. Somente 16% das pessoas que poupam diversificam seus investimentos, o que segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, é um princípio importante para todo investidor.

"Diversificar os investimentos é a forma que o poupador tem de se proteger contra uma eventual desvalorização de alguma das suas aplicações, amenizando riscos e encontrando formas de compensar perdas. Isso significa que se uma determinada aplicação não tiver um bom retorno em certo período, a distribuição dos recursos em outras aplicações pode equilibrar a rentabilidade final", explica.



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