Agro

Plano Safra 2020/2021 disponibiliza R$ 236,3 bilhões em crédito para apoiar produção rural

Aumento de verba destinada aos programas de apoio à agricultura familiar agradou o setor em Santa Catarina

Foto: Carolina Antunes/PR
Plano Safra foi lançado nesta semana em cerimônia no Palácio do Planalto

Nesta semana o governou anunciou o Plano Safra 2020/2021, que contará com R$ 236,3 bilhões em crédito para apoiar a produção agropecuária nacional. Deste montante, R$ 179,3 bilhões será destinado à financiamentos de custeio e comercialização (alta de 5,9% em relação ao ano passado) e outros R$ 56,9 bilhões de crédito para investimentos em infraestrutura (alta de 6,6%).

Do total do Plano Safra, os pequenos produtores rurais terão acesso a R$ 33 bilhões para financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros que variam de 2,75% e 4% ao ano para custeio e comercialização. Já os médios terão a disposição R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano.

"Os recursos disponibilizados estão dentro da expectativa do setor. Para SC, que tem como base a agricultura familiar formada por pequenos e médios produtores, a ampliação da verba destinada ao Pronaf e ao Pronamp, bem como a redução de juros para estes programas, são importantes e vão atender a demanda estadual", disse o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo.

Outro ponto que foi visto com bons olhos por Pedrozo é o aumento de 30% nos recursos do Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Nesta safra o montante destinado será de R$ 1,3 bilhão, que permitirá a contratação de 298 mil apólices, cobertura de 21 milhões de hectares e um valor segurado de R$ 58 bilhões.

"A ampliação da verba destinada ao seguro rural é muito importante. Neste ano, além da pandemia de Coronavírus, Santa Catarina viveu a pior estiagem dos últimos 14 anos, o que ressalta a relevância do seguro para o agricultor", destacou.


Ressalvas

Apesar de o aumento na verba destinada para o Plano Safra 2020/2021 ter agradado o setor, algumas questões causaram preocupação. Uma delas são os R$ 2,2 bilhões para incentivo à construção de armazéns de até 6 mil toneladas nas propriedades. Segundo o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina, Luiz Vicente Suzin, a medida é ineficiente.

"Essa medida não é eficaz e o percentual cobrado ficará pesado no bolso dos empresários rurais, que também terão como desafio viabilizar o retorno desse investimento", observou.

Já o presidente da Faesc esperava um corte mais substancial nas taxas de juros, que caíram de 0,25% a 2% no custeio e de 1% a 2% para investimentos.

"Diante da realidade de remuneração dos produtores e da taxa Selic muito baixa, há a necessidade de maior redução dos juros aplicados no crédito rural. Porém, essa é uma demanda que a Faesc junto com a CNA [Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil] vai continuar buscando para a próxima safra", explicou.




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