Reconhecimento

Pinho Moreira destaca a excelência sanitária do agronegócio catarinense

14 Maio 2018 10:28:00

Estado conquistou o título de 1° do mundo a ter um projeto de compartimentação da avicultura de corte

Foto: Jeferson Baldo / Secom

Maior produtor nacional de suínos, segundo maior produtor de aves e grande exportador de carnes, Santa Catarina é referência internacional em sanidade agropecuária. E o Estado acaba de conquistar mais um título: é o primeiro do mundo a ter um projeto de compartimentação da avicultura de corte, onde a cadeia produtiva da ave se dá num determinado espaço geográfico, implantado na unidade da Seara Alimentos de Itapiranga. O governador Eduardo Pinho Moreira comemorou a boa notícia durante o 'Encontro dos Produtores Integrados da Seara', em Itapiranga, no último sábado (12).

Na presença de 300 avicultores integrados à Seara Alimentos de Itapiranga, o governador falou sobre a importância do agronegócio para a economia catarinense, valorizando as conquistas na área de sanidade animal. "O agronegócio é uma atividade econômica vital para Santa Catarina e essa evolução em relação à sanidade é fundamental. Em Itapiranga nós estamos dando mais um passo, mostrando a preocupação de Santa Catarina com esse setor. Por isso a presença de mais de 300 integrados, aqueles que produzem frangos e suínos, e que exportam para o mundo todo", destacou.

Foto: Jeferson Baldo / Secom

Compartimentação

A compartimentação funciona como um sistema de produção fechado, onde o frango precisa nascer, se desenvolver e ser abatido dentro de uma unidade geográfica - no caso, 28 municípios do Extremo-Oeste catarinense, reduzindo chances de doenças e outros problemas sanitários. E isso é válido também para a fabricação de ração com matéria prima controlada, o acesso e movimentação dentro e fora das granjas e o transporte para agroindústria.

O modelo implantado na Seara de Itapiranga é referência mundial em segurança sanitária e a expectativa é de que isso se torne um diferencial na busca de mercados. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, a compartimentação pode trazer ganhos na exportação de carne de aves, demonstrando a competência do setor produtivo e a busca incessante pela qualidade e segurança alimentar.  "A empresa e os produtores aceitaram o desafio e hoje colhem os frutos de um sistema rigoroso, com um controle sanitário diferenciado, e que protege a produção de aves da região", afirmou.

Uma das grandes vantagens desse sistema é justamente a proteção do setor produtivo. Em caso de doenças que possam acometer a avicultura brasileira ou de uma emergência sanitária, aquele compartimento está protegido. O sistema de produção fechado inclui 21 núcleos de granjas de matrizes, dois incubatórios, a fábrica de rações de São Miguel do Oeste, 283 granjas de frangos de corte e três fábricas de maravalha de madeira.

Trabalho em conjunto


Esse sistema de produção fechado pode ser implementado também em outras empresas que trabalham com aves ou com produtos de origem animal, como carne suína e bovina.  Implantar a compartimentação em Itapiranga exigiu um trabalho conjunto entre Ministério da Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e iniciativa privada. "Hoje, Itapiranga e o Estado praticam mais um importante evento. Uma importante conquista para a avicultura catarinense que, junto com a compartimentação, qualifica sua produção para exportar seus produtos para 150 países. Essa certificação demonstra o trabalho incansável dos produtores do Extremo-Oeste catarinense", destacou o prefeito de Itapiranga, Jorge Welter.

Licenciamento Ambiental

Na oportunidade, o governador Eduardo Pinho Moreira anunciou ainda o lançamento de um novo sistema para agilizar o licenciamento ambiental da avicultura. Em fase final de desenvolvimento, a medida permitirá o licenciamento autodeclaratório para os avicultores catarinenses.

O sistema criado pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) irá conceder automaticamente a licença ambiental ao produtor, permitindo o início dos trabalhos com mais rapidez. Posteriormente, caberá ao IMA verificar as informações declaradas pelo avicultor em seu licenciamento.






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