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PIB catarinense deve crescer 3,2% em 2019, diz Facisc

Projeção estima avanço regional de 5,43% no Vale do Itajaí e de 3,27% no Norte. Estado segue crescendo acima da média nacional, diz dirigente

Foto: Murici Balbinot
Comércio exterior foi um dos quesitos mais importantes para o crescimento em 2018

Segundo a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado vai crescer 3,24% em 2019. Na estimativa, o avanço é puxado pelo Vale do Itajaí (5,43%) e pela região Norte (3,27%). A estimativa faz parte do Índice de Performance Econômica de Santa Catarina (IPER-SC). 

A Facisc também divulgou um balanço de 2018. Segundo o índice, Santa Catarina cresceu 7,1%. Os destaques positivos foram o Vale do Itajaí (10,18%) e região Norte (8,23%). Alto Vale (-1,18%), Planalto Norte (-1,09%), e Oeste (-0,21%) registraram recuo. 

"Em compasso ao que ocorre com outros indicadores conjunturais, tanto o IPER-SC como a estimativa para o PIB de 2018 do Estado segue mesma direção, ou seja, de recuperação e acima da média nacional", disse o presidente da Facisc, Jonny Zulauf.

O economista da Federação, Leonardo Alonso Rodrigues, detalha que quando comparado o resultado do quarto trimestre de 2018 em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano, a região que se destaca é o Noroeste que registrou crescimento de 6,48% no período, em seguida, a região Extremo Sul com avanço de 3,16% e na sequência o Extremo Oeste com crescimento de 2,25%. As regiões que registraram variação negativa foram a Serra (-0,83%), Planalto Norte (-0,55%), Vale do Itajaí (-0,49%) e Norte (-0,23%) para um resultado estadual de 0,11% nesta base de comparação.

"O PIB divulgado pelo IBGE tem uma defasagem de pelo menos dois anos quando se fala em informações regionais, que foi um dos motivadores para a construção do IPER. Com o índice, podemos acompanhar de maneira mais atualizada o que ocorre em termos de movimento econômico de forma atual e regionalizada", explica o economista.

Das 13 variáveis que compõe o IPER-SC, nove registraram crescimento, puxadas principalmente pelas relacionadas ao comércio exterior (exportações 28,04% e importações 23,19%). Do outro lado, quatro delas obtiveram resultados negativos, sendo as ligadas ao crédito como as operações de crédito (-5,91%) e financiamentos imobiliários (-1,27%) e as outras duas: empregos no setor agropecuário e depósitos à vista que tiveram queda de -2,49% e de -0,33% respectivamente.









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