agro

Perdas de milho e soja pela estiagem não chegam a 10%, diz Epagri

Situação é mais crítica na região de Campos Novos, com perda entre 5% e 10%. Chuva prevista pode amenizar cenário e recuperar produção

Foto: Rádio Cultura

Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri, as perdas em lavouras de milho e soja em Santa Catarina devido à estiagem não ultrapassam 10%. O órgão publicou boletim nesta sexta-feira (17) em que mantém estáveis as projeções de produção em comparação a dezembro, e com produtividade em patamares semelhantes. Já outras culturas, como verduras, tabaco, leite, frutas, registraram perdas expressivas em algumas localidades. 

A estimativa da Epagri contrapõe informação do setor agropecuário, que anunciou quebras de safra para o milho e soja de até 30% no Oeste e no Extremo-Oeste. "A gente está acompanhando o mercado. [...] Tem gente já falando em 30%, 40%. Não estamos identificando toda essa perda. Estamos falando em 5% por hora", disse o engenheiro agrônomo da empresa, Haroldo Tavares Elias. 

Segundo ele, as chuvas previstas entre 16 e 18 de janeiro podem melhorar o cenário. "Acontecendo essas chuvas já dá uma amenizada boa na situação. A lavoura até recupera um pouco a questão do rendimento. Mas não vai perder aquilo que estava se projetando. E depois dessa chuva a gente recalcula", disse.

Nas últimos 15 dias, choveu em todas as regiões do Estado, mas algumas localidade tiveram precipitação irregular. No Oeste e Extremo-Oeste, boa parte os municípios registraram mais de 70 mm de chuva. Na região de Campos Novos e Lages, choveu menos. A média na região ficou abaixo de 50 mm e o calor intenso prejudicou diversas produções, o que motivou alguns municípios a decretarem situação de emergência

"Nas regiões em que se semeou em outubro e novembro, regiões mais altas, parte da lavoura está sentindo a falta de chuvas. Principalmente Planalto Sul e Campos de Lages. Aquela região está sentindo realmente porque o milho está em fase de floração. A gente não dimensionou perdas. Na região de Campos Novos se fala em 5% a 10%", afirmou. 

Além do dano nas lavouras catarinenses, a seca deve trazer prejuízos externos. A falta de chuvas no Rio Grande do Sul e no Paraná tende a reduzir a oferta de grãos no mercado e pressionar o aumento de preços. O milho já vem em tendência de alta, inflacionando os custos da cadeia de produção de aves e suínos. 

"Por hora não dá para alardear. Eu sei que tem gente falando em 30%, 40%. Nós não estamos identificando esses números. Nós estamos falando de 5% a 10% na região do Planalto daquele potencial previsto, que são regiões de alta produtividade", disse Elias.   






logo_rodape.png

Rua Adolfo Melo, 38 - Sala 902 - Centro | Florianópolis-SC | CEP: 88015-090 |
(48) 3298-7979 | jornalismo@adjorisc.com.br