precaução

Para aumentar poupança, trabalhadores cortam gastos do dia a dia

12 Julho 2018 14:20:00

As principais medidas são redução de saídas a bares e restaurantes (49%), compra de itens supérfluos em supermercados (46%) e gastos com viagens (40%)

Foto: Murici Balbinot
Apenas 22% conseguem guardar uma parte maior do que economizam hoje

Uma pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que 88% dos entrevistados que se preparam para a aposentaria fazem cortes nos gastos do dia a dia. O motivo é o desejo de manter o mesmo padrão de vida no futuro e garantir que a reserva financeira seja suficiente para o período. As principais medidas adotadas incluem redução de saídas a bares e restaurantes (49%), compra de itens supérfluos em supermercados (46%) e gastos com viagens (40%).

A pesquisa também aponta que nove em cada dez entrevistados estão dispostos a aumentar o tamanho da poupança. "A maioria espera manter os hábitos de consumo e até realizar coisas que antes eram quase impossíveis por falta de tempo", diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. O problema é que apenas 22% conseguem guardar uma parte maior do que economizam hoje. Além disso, 13% prevê enfrentar um aperto financeiro antes da aposentaria, principalmente na faixa dos 55 anos. 

Segundo os dados, 38% reconhece que o valor da previdência social não será suficiente para o sustento, principalmente nas classes A e B onde o percentual sobe para 54%. "Os que vêm se planejando para a aposentadoria não querem perder o estilo de vida conquistado durante o período produtivo. Para isso, procuram ter uma disciplina financeira que permita continuar com o mesmo poder de compra lá na frente", afirma a economista. 

Quase 60% dos entrevistados não sabe quanto deve guardar. Nas classes C, D e E esse percentual é maior: 62%. Entre os que calcularam, 42% fizeram um levantamento do padrão de vida desejado com auxílio de simuladores na internet ou aplicativos e outros 42% fizeram as contas manualmente.

"O ideal é que a pessoa complemente a contribuição feita ao INSS com outro tipo de reserva financeira, desde o início da vida profissional - assim consegue diluir a quantia ao longo do tempo", orienta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. Cerca de 47% guardam dinheiro como podem, sem saber ao certo se a quantia será suficiente. Outros 26% acreditam que o valor é suficiente, mesmo sem ter feito cálculo algum; e 25% afirmam pagar somente a previdência social (INSS) para garantir o mínimo de sustento.






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