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Número de famílias catarinenses endividadas caiu em 2018

Apesar disso, parcela de devedores está acima do recomendável segundo economista. Consumidores estão alongando os prazos para parcelas caberem no bolso

Foto: Murici Balbinot
Cada dívida dura, em média, nove meses na mão do consumidor

O percentual de famílias catarinenses endividadas caiu de 57,5%, em janeiro de 2018, para 52,6%, em janeiro de 2019, segundo uma pesquisa da Fecomércio/SC realizada no início do ano. Além disso, caiu também o número de famílias com contas em atraso: passou de 19,7%, em janeiro de 2018, para 17,3%, no mesmo período de 2019. Segundo especialistas, a tendência é de que 2019 registra nova queda nos dois indicadores, mesmo que pequena. 

O cartão de crédito é o principal agente de endividamento. Quase dois terços (64,9%) dos consumidores possuem dívidas relacionadas a ele. Na sequência, estão os carnês (46,2%), financiamento de carro (29,8%), crédito pessoal (20,4%), financiamento de casa (18,2%), crédito consignado (13,5%), e cheque especial (9,3%). A pesquisa também mostrou que a parcela do salário do consumidor comprometida com dívidas ficou em 28,9% na média estadual. 

Para o economista da Fecomércio/SC, Luciano Córdova, a taxa de endividamento em Santa Catarina está acima do recomendável, mas não preocupa. Além disso, a situação da economia é de cautela. "A queda em janeiro faz parte do ciclo anual. O consumidor se endivida bastante na hora de fazer as compras de fim de ano, então janeiro apresenta essa queda. Outro fator mais estrutural é de que a renda do catarinense vem se elevando, mesmo que de forma bastante pequena e isso diminui a propensão dele para se endividar e também aumenta a sua capacidade de fazer frente à dívida", afirma. 

O tempo em que os consumidores ficam endividados tem sido um problema. Segundo o estudo, 50,5% dos catarinenses permanecem com a dívida por mais de um ano. Entre seis meses e um ano representam 9%, entre três meses e seis meses são 11,1%, e até três meses são 13,3%. Cada dívida dura, em média, nove meses na mão do consumidor. 

"Na medida do possível, o consumidor vem buscando expandir os prazos de pagamento. A pesquisa revela que há uma tendência de aumento do tempo que a pessoa fica endividada. Isso significa que ela está reduzindo o valor da parcela que ela paga das suas dívidas de modo a caber no orçamento familiar. Essa medida não é positiva, mas é uma maneira de trazer um certo equilíbrio para as famílias endividadas", completa. 

A pesquisa também analisou o percentual das dívidas nas principais cidades catarinenses. Florianópolis é a primeira colocada, com 75,1% de famílias endividadas. Em seguida, estão Chapecó (48,4%), Itajaí (45,8%), Blumenau (44,5%), e Joinville (43,1%).







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