Inadimplência

Número de endividados brasileiros cresceu em relação a 2018

Dados da CNDL e do SPC Brasil mostram que 53% das dívidas estão ligadas a instituições financeiras

Foto: Murici Balbinot/Arquivo
Dívida média entre os inadimplentes brasileiros é de R$ 3.254,78

O número de brasileiros com contas em atraso cresceu 1,58% em outubro na comparação com mesmo período do ano passado. A maior parte dessas dívidas estão ligadas a instituições financeiras, representando 53% do total, crescimento de 6% em relação a outubro de 2018. O setor de comércio representa 17% das dívidas e o de comunicação, 12%.

Mesmo sendo credor de apenas 10% dos negativados, empresas de água e luz foram as que registraram maior aumento do número dívidas, com 18,6%. Os bancos registraram alta de 1,9%, enquanto o setor de comércio teve queda de 5,4%. O setor de comunicação foi o que mais teve diminuição do endividados, com 24,6%. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o aumento das dívidas bancárias em termos de participação, que já respondem por maior parte das dívidas em aberto no país, é preocupante. "As dívidas com instituições financeiras são as que têm os juros mais caros do mercado em casos de atraso. E a falta de pagamento desse tipo de dívida pode transformar valores pequenos em cifras praticamente impagáveis, sobretudo por superarem, em muitos casos, a renda do consumidor", disse.

A pesquisa buscou também traçar o perfil daqueles que tem contas em atraso e mostrou que a inadimplência subiu entre os que possuem idade mais avançada. O número de negativados cresceu 7,1% na faixa de 64 a 84 anos e 4,1% entre a população de 50 e 64 anos. 

Já os mais jovens estão menos endividados em relação ao mesmo período do ano anterior. A queda mais acentuada foi na faixa de 18 a 24 anos, com 21,6%. Também houve diminuição no número de negativados nas faixas de 25 a 29 anos e de 30 a 39 anos, com quedas de 9,9% e 1,5%, respectivamente.

Somando todas as pendências, cada consumidor inadimplente deve em média R$ 3.254,78, sendo que 53,1% tem dívidas de até R$ 1 mil e 46,9% possui contas acima desse valor.

Analisando os resultados por região, o Sul teve aumento de 1,29% no número de negativados. A região com maior alta foi o Norte, com 5,59%. O Nordeste foi o único que diminuiu a inadimplência, com queda de 1% do número de endividados.





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