No vermelho

Número de empresas inadimplentes sobe 4,14% em setembro

Dívida média é de R$ 5.563. Comércio e serviços concentram o maior número de empresas negativadas

Foto: Murici Balbinot/Arquivo
O Sul puxou a alta de contas em atraso no último mês, com avanço de 6,37%

De acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas, calculado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a inadimplência das empresas cresceu 4,14% no mês de setembro. Apesar do aumento, os dados mostram que houve um pequeno recuo na quantidade de dívidas em atraso no nome de pessoas jurídicas de 0,38%.

Segundo a pesquisa, as empresas inadimplentes no país encerraram o último mês de setembro com uma dívida média de R$ 5.563,06. Pouco mais da metade (56%) possui pendências superiores a R$ 1 mil, enquanto 44% têm dívidas abaixo desse valor. O valor médio atual é menor do que o observado no início da série, em 2010, quando correspondia a R$ 10.488,97 - descontando valor da inflação. 

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, o cenário econômico adverso continua afetando a capacidade de pagamento das empresas, o que dificulta muitas delas a manter os compromissos financeiros em dia. "O faturamento das empresas e a sua capacidade de honrar as contas acabam sendo impactados pela fraca atividade econômica do país, que ainda sofre com alto desemprego e a renda achatada", explica.

O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio, com 44% das empresas inadimplentes. O ramo de serviços aparece com a segunda maior participação, concentrando 41% do total. Entre os setores devedores, quem lidera no crescimento do número de empresas negativadas também é o setor de serviços, com alta de 7,12% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já o comércio teve alta de 1,53%, enquanto a indústria apresentou aumento de 1,69%.

Considerando os resultados por região, todas apresentaram crescimento. O Sul puxou a alta de contas em atraso no último mês, com avanço de 6,37% na comparação com igual período de 2018. Logo em seguida aparecem o Sudeste, com aumento de 5,56%, e o Norte, com 2,08%. O Centro-Oeste teve o menor avanço, com 0,73%.

Quanto ao número de dívidas, o indicador aponta que nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste foram registrados recuos de 2,55%, 2,66% e 3,94%, respectivamente. Por outro lado, Sul apresentou avanço de 0,98% e o Sudeste teve alta de 1,02%.

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